quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

NOTA OFICIAL DO PRESIDENTE DA UBE-RN - EDUARDO ANTONIO GOSSON.

ENÉLIO LIMA PETROVICH

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES - UBE/RN
NOTA OFICIAL

A União Brasileira de Escritores - UBE/RN profundamente consternada com o falecimento do sócio fundador Enélio Petrovich, ocorrido no dia 06 de Janeiro de 2012 (Dia de Santos Reis), nesta cidade, vem convidá-lo para a Missa de 7º Dia em sufrágio de sua alma, hoje, dia 12.01.2012, às 18 h,30, na Catedral Antiga, sita à Praça André de Albuquerque, s/n, Cidade Alta.
Enélio Lima Petrovich tinha PAIXÃO pelo que fazia; por isso, tudo que fazia tinha sólidas raízes. Procurou seguir os conselhos do apóstolo Paulo em Colossenses 4, versículo 6: “A Vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vós convém responder a cada um”. A todos os que o procuravam era generoso, não fazendo acepção de pessoas. Era simples, humilde e honesto. Por onde passou plantou o Bem; hoje, com certeza, ganhou o direito à arvore da vida e pôde entrar na Nova Jerusalém pelas portas da frente e está na Casa do Senhor por toda a Eternidade.
Natal/RN, 12 de janeiro de 2012

Diretoria
Ano: 2012/2013
Presidente: Eduardo Antonio Gosson
1º Vice-Presidente: Jurandyr Navarro da Costa

2ª Vice-Presidente: Anna Maria Cascudo Barreto
Secretário-Geral: Manoel Marques da Silva Filho,
1º Secretário: Paulo Jorge Dumaresq Madureira
2º Secretário: Francisco Alves da Costa Sobrinho
1º Tesoureiro: Jania Maria Souza da Silva

2º Tesoureiro: Aluizio Matias dos Santos

Diretor de Divulgação: Lucia Helena Pereira
Diretor de Representações Regionais: Joaquim Crispiniano Neto
Diretor Jurídico: Carlos Roberto de Miranda Gomes

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MISSA DE SÉTIMO DIA POR ENÉLIO LIMA PETROVICH, EM 12-01-2012.

MISSA DE SÉTIMO DIA
ENÉLIO LIMA PETROVICH

ENÉLIO LIMA PETROVICH
13/06/1934 06/01/2012

MISSA DE SÉTIMO DIA

Miriam Petrovich (esposa), Lírian, Célio, Enélio Antônio (filhos), genro, noras e netos agradecem as manifestações de pesar recebidas e convidam parentes e amigos para a missa de 7º dia que será celebrada na Matriz Nossa Senhora da Apresentação (Antiga Catedral), Praça André de Albuquerque, Cidade Alta, às 18:30h da quinta-feira, dia 12/01/2012. Antecipadamente, agradecem aos que comparecerem a esse ato de Fé Cristã.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

IV - EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO - EDUARDO ANTONIO GOSSON

EDUARDO ANTONIO GOSSON
JAMYLES GOSSON E REBECA

IV - EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO
Por Eduardo Gosson (*)

Jamyles Gosson.

Nasceu em Maranguape/CE em 17.03.1931 e faleceu em Natal/RN , no dia 29.07.2011, filha de Antônio Moyses Gosson e Sofia Hamaney Gosson. Figura central em minha vida, criou-me; minha mãe biológica - Maria Dantas de Araújo - tinha problemas mentais (mais adiante falarei sobre ela) e não pôde cumprir a sua tarefa.
Aos dois anos comecei a frequentar semanalmente a casa dos meus avós e fui ficando e ficando... e fiquei. Esta senhora praticou o mandamento cristão de amar os outros conforme os Evangelhos. Amou-nos em três dimensões: 1. Foi tia-mãe; 2. Criou os meus dois filhos; e 3. Atualmente criava a minha neta Rebeca (mais na frente falarei desse amor por minha neta). Ninguém amou uma criança mais do que ela.
Lembro-me dela na loja-casa do meu avô, da Avenida Rio Branco, conhecido como Armarinho São Francisco. ( Tempos bons: colocavam-se cadeiras na calçada e, muitas vezes, lá pela madrugada é quando íamos dormir). Lá tinha um quadro-negro onde aprendi as primeiras lições por um método não convencional: quando errava tinha palmatória. Quando a matéria era Matemática eu estava ferrado: apanhava muito. Deu-me a régua e o compasso existencial.
Quando meus filhos Fausto e Thiago (gêmeos univitelinos) nasceram ela começou a transferir o seu amor para os dois. E amou-os incondicionalmente até que surgiu Rebeca - minha primeira neta. Logo os carinhos e mimos foram transferidos. A presença de Rebeca deu-lhe uma sobrevida. Após o falecimento de sua irmã Hulimase, viveu mais sete anos. Certa vez a feira estava no fim e só tinha uma laranja em casa; precisava se alimentar nas horas certas em face da diabetes. Recusou-se alegando que aquela laranja era para quando Rebeca chegasse da escola. Outra imagem: no domingo à noite quando meu filho Thiago voltava do Culto com sua esposa e filha (aderiram ao Protestantismo), ela ficava na frente da casa da rua Seridó com a sua bengala: “- Cadê a minha Rebeca que não chega?” Não tinha simpatia pelo modo de ser protestante. Preferiu ficar no Catolicismo. Sua perda foi imensa e, até hoje, Rebeca não absorveu. Sempre chama pela tia-bisavó. Recentemente, quando íamos ao supermercado ela começou a dizer que estava com saudade da titia e seus olhos lacrimejavam. Imediatamente parei o carro no estacionamento e, juntos, começamos a chorar. Para reverenciar a sua memória, escrevi este poema:

JAMYLES

Tu foste
O nosso sol
Neste mundo
Sem amor,
Sem poesia,
Sem esperança.
De velas cegas
E de vazio esquecimento.

Os pássaros, agora,
executam uma Sinfonia:
“Jamyles
mimosa”

“Jamyles
mimosa”

Anunciando-te
Ao Reino de Deus.

Jamyles em árabe, meu querido leitor, significa mimosa: eu não sabia que doía tanto!

(*) Escritor e poeta.Preside a União Brasileira de Escritores - UBE/N

sábado, 7 de janeiro de 2012

A NAU DA ETERNIDADE, PARA EDUARDO GOSSON, POR DETH HAAK

DETH HAAK

Bênçãos a todos os poetas
Poema inspirado nesta leitura.

A NAU DA ETERNIDADE
A Eduardo Gosson

Oceanos encapelados
Nos prados murmurentos
Vertem nos sulcos da face
Arroios tintos de sangue.

Laços desfeitos...
Na retentiva da carne
Neutras nuvens no céu
Sustentando as velas;

Desliza no canal aberto
Onde solfeja o vento
Silenciando o cansaço
Desfeito nas brumas,

Como roupa quarada
A sombra do adeus
No mar da saudade
Ausente de espumas.

A nau da eternidade
Zarpa no firmamento
E como dorsal sem medula
Guia o timão do tempo.

Deth Haak
Poetisa dos Ventos

UBE-RN
Cônsul Poeta Del Mundo
Embaixadora Universal da Paz
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
ATRN- Academia de Trovas-RN

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COMENTÁRIO: Gostei imensamente da última estrofe da Nau da Eternidade.
Abs.
Arthúnio Maux

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO – III" EDUARDO ANTONIO GOSSON.

EDUARDO ANTONIO GOSSON
EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO – III
Por Eduardo Gosson(*)


Hulimase Gosson. Hulimase em árabe significa brilhante. Nasceu em Maranguape/CE no dia 29 de agosto de 1926. Era a filha mais velha dos irmãos pertencentes a Antonio/Sofia. Muito precoce, aos 12 anos de idade já estava montada numa máquina de costura para ajudar aos familiares. Vindo seus pais para o Rio Grande do Norte em plena Segunda Guerra Mundial, aqui montou um ateliê de moda e foi pioneira no ofício de fazer saias plissadas: costurou de Maria Boa ao Dr. Januário Cicco. Quando a maternidade foi inaugurada, ela fez todas as cortinas para aquela instituição. Dr. Januário Cicco se apaixonou e propôs-lhe casamento. Certa vez declarou: “—Ele era muito feio. E não o amava para casar”.
Quando meus avós morreram, foi figura central em nossas vidas. Passou a ser arrimo de família. De estatura pequena, era dinâmica e autoritária: uma verdadeira matriarca. Quando falava todos os irmãos se calavam. Seu irmão José Gosson, desembargador recentemente falecido, formou-se em Alagoas, tendo sido financiado por ela. Muitas vezes ele viajava apenas com o dinheiro da ida. O da volta ainda ia apurar. Certa vez, José Gosson e seu colega de turma Ticiano Duarte, fizeram uma farra e gastaram todo o dinheiro da volta. Para ela e para a minha segunda neta, escrevi:
Canção para Hulimase:
“Brilhante em Árabe,
Dos cedros do Líbano
Para o Nordeste brasileiro.
Aqui implantou o Reino do Matriarcado
Amamentando a todos nós.
No eterno
Nascer/morrer
Partiu para o infinito.
Agora renasceu em Hulimase Maria
Que veio ao mundo
Para renovar o milagre da vida
E trazer alegria para todos nós
--- Ave, Hulimase!”

Como tudo está datado e comprimido pelas margens, partiu deste mundo em 08 de julho de 2002 às 1h30 da madrugada, após uma dolorosa enfermidade: câncer no fígado. Eu fui o último dos Gosson a vê-la porque, naquele dia, naquele turno, era a minha vez de ficar com ela (os familiares fazíamos um rodízio). As imagens que agora ralato me acompanham para sempre: presenciei o câncer estourar e a perda total de sangue pelo ânus. O correcorre dos enfermeiros, a UTI e a indesejada das gentes chegar. Cenas muito forte.
Aqui na Terra só fez o bem: era generosa porém muito controlada. Fez um Testamento Público, deixando para os sobrinhos os seus bens. A mim deixou a tarefa de ser seu testamenteiro, o que farei com todo amor brevemente com a abertura de inventário. Anjo a nos proteger, imagino sua chegada no Céu. Aqui peço os versos de Manuel Bandeira (a poesia é para quem dela precisa):
“Dá licença, São Pedro?
E São Pedro Bonachão:
- entra, Hulimase!
Você não precisa de pedir licença!”
Amigos e amigas: “-Eu não sabia que doía tanto”
(*) Escritor e poeta. Preside a União Brasileira de Escritores – UBE/RN

E O CÉU SE ENGALANA PARA RECEBER O SEU FILHO QUERIDO - ENÉLIO LIMA PETROVICH.

ENÉLIO LIMA PETROVICH

OH! DEUS, PORQUÊ TANTO CHORAS FILHA MINHA?
POR QUE TUAS LÁGRIMAS ME COMOVEM TANTO?
OH! MINH´ALMA, DOCE E PURA, EU CHORO PELA PARTIDA DOS QUE AMO E NUNCA MAIS VEREI...

COMUNICADO

Faleceu, logo cedo desta sexta manhã do ano novo - 06-01-2012- o meu querido amigo e mestre - ENÉLIO LIMA PETROVICH.
Enélio foi chamado por Deus aos 74 anos (13-06-1934) e vai deixando uma grande mulher Miriam - que lhe deu maravilhosos filhos e belos netos, que recebem, nesta manhã de janeiro, a noticia do falecimento do seu líder e admirável homem.
Enélio tornou-se em vida e na morte, a legenda de ouro e luz, na página da história, da literatura, do bem fazer e, acima de tudo, de um conquistador de afetos e cultor da generosidade, neste terra dos três Reis Magos e em outras plagas, através de amizade e pela confraternidade com os sócios do IHG/RN.
Não consigo dizer o que sinto, há pouco telefonei para Jurandyr Navarro que está em Pirangi do Norte, onde veraneia e se dirigir à Natal, no sentido de dar providências às exéquias do grande Mestre, que será velado no IGH/RN , com as honrarias que fez por merecer.
A partir das 13:hs, o guardião fiel da mais "antiga casa de memória e cultura do RN " - a casa que ele tanto amou e cuidou -, receberá seu nobre filho, onde será honrado e louvado! Aleluia!!!

Enélio Lima Petrovich
13-06-1934
06-01-2012

Velório: IHG/RN
Rua da Conceição- Cidade Alta
Hora: A partir do meio dia
Missa de corpo presente - 17:hs
Sepultamento - 18:horas
Morada da Paz de Emaús

EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO - II - EDUARDO ANTONIO GOSSON.

EDUARDO ANTONIO GOSSON

EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO II
Eduardo Antonio Gosson

Dando continuidade ao percurso, a Nau da Eternidade pára para pegar mais um passageiro: Francisco Antonio Gosson (Dezembro, 27, 1996).
No último trimestre deste ano, o Prof. Francisco começou a sentir problemas com a voz e a garganta. Ficou preocupado porque seu ofício era o de Professor da Faculdade de Farmácia, onde lecionava a disciplina de Parasitologia e Análise Clínica. Após exames de rotina, descobriu que era portador de um câncer na garganta. Entre a descoberta e a sua morte passaram-se três meses. No final do ano embarcou em direção à Eternidade, deixando viúva a senhora Mercedez Fernandez (de nacionalidade Paraguaia) e um filho único: Ricardo Wagner Fernandez Gosson, que também formou-se em Farmácia.
Ao contrário do meu pai -Elias Antonio Gosson - não tinha a menor aptidão para o Comércio. Certa vez declarou: “- eu não teria a menor estrutura para passar o dia em pé, esperando o freguês”. A sua praia era a Ciência. Quando os microscópios da faculdade quebravam, não era preciso levá-los para São Paulo. Ele sabia consertá-los.
Gostava muito de Música Erudita e das guarânias. Conheceu sua esposa quando foi cursar Medicina no Paraguai.
Metódico nos seus afazeres, dava aulas no turno da tarde, passava a noite estudando e corrigindo provas e a manhã dormindo. Embarcou aos 62 anos de idade, deixando uma imensa saudade.

(*) Escritor e poeta. Preside a União Brasileira de Escritores - UBE/RN.