quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MAIS UM EQUÍVOCO DO JORNALISTA - AUTORIA DO ADVOGADO E ESCRITOR - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES.


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MAIS UM EQUÍVOCO DO JORNALISTA

 Na sua coluna deste 27 de fevereiro, sob o título “Quem vai mandar na Arena das Dunas”, o jornalista da TN Everaldo Lopes, o decano dos radialistas esportivos, comete um eventual equívoco, quando afirma que o Estádio do Maracanã tinha o nome oficial de “Cândido Mendes de Morais”. Talvez a confusão tenha decorrido do fato de que o Prefeito do Distrito Federal (Rio de Janeiro) da época tenha sido o General Ângelo Mendes de Morais - Cândito era outra pessoa, possivelmente um educador. A crítica de Carlos Lacerda era exatamente pelo fato de ser inimigo político do Prefeito, pelo valor estimado para a obra e localização. Mas foi concluído e inaugurado no dia 16 de junho de 1950 com uma partida entre as seleções do Rio e de São Paulo, vencida pelos paulistas por 3 a 1 e o primeiro gol foi de Didi, do Fluminense. Na verdade, o Estádio do Maracanã, o afamado “Maraca” tem o nome oficial em homenagem ao Jornalista Mário Filho, inaugurado para a Copa do Mundo de 1950 e posteriormente local de competição dos Jogos Pan-Americanos em 2007, recebendo o futebol, as cerimônias de abertura e de encerramento. Será também o palco da partida final da Copa do Mundo FIFA de 2014 e foi escolhido para sediar o futebol e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro. Ao longo do tempo, no entanto, o estádio passou a assumir caráter de espaço multiuso, realizando outros eventos de natureza esportiva e espetáculos musicais. Após diversas obras de modernização, a capacidade atual do estádio é de 78.838 espectadores. Agora é a vez de avivar a memória de todos sobre Mário Rodrigues Filho, mais conhecido por Mário Filho, pernambucano do Recife, nascido em 3 de junho de 1908, tendo migrado para o Rio de Janeiro ainda criança, em 1916 e irmão do imortal Nélson Rodrigues.. Iniciou a carreira jornalística ao lado do pai, Mário Rodrigues, então proprietário do jornal A Manhã, em 1926, como repórter esportivo, ramo ainda pouco explorado, dedicando a sua pena à cobertura das partidas dos times cariocas, no jornal Crítica, também de propriedade de seu pai, tornando-se pioneiro pela habilidade no modo como a imprensa mostrava os jogadores e descrevia as partidas, adotando uma abordagem mais direta e livre de rebuscamentos, inspirado no linguajar dos torcedores (informes retirados da Wikipédia). Popularizou expressões, como "Fla-Flu", que se constituiu numa legenda do futebol. Ainda saindo da adolescência, aos dezoito anos de idade casou-se com Célia, que conheceu na praia de Copacabana e que foi seu grande amor por toda a vida. Encerrada a circulação do jornal Crítica , Mário Filho fundou aquele que é considerado o primeiro jornal inteiramente dedicado ao esporte do Brasil, O Mundo Sportivo, de curta existência. No mesmo ano (1931) passa a a trabalhar no jornal O Globo, ao lado de Roberto Marinho, seu companheiro em partidas de sinuca. Leva para o jornal o mesmo estilo inaugurado em Crítica e ajuda a tornar o futebol - então uma atividade da elite -  um esporte de massas. Em 1932, o Mundo Sportivo organiza o Concurso de Escolas de samba. (trechos retirados da Wikipédia). Em 1936 compra de Roberto Marinho o Jornal dos Sports passando a criar uma série de projetos esportivos, como os Jogos da Primavera em 1947, os Jogos Infantis em 1951, o Torneio de Pelada no Aterro do Flamengo e o Torneio Rio-São Paulo, que se transformou no atual Campeonato Brasileiro. Deu atenção a outras modalidades esportivas, como as regatas e o turfe, que em determinada época empolgavam os desportistas brasileiros. Desde os anos 40 lutava pela construção de um grande estádio de futebol, sendo combatido por Carlos Lacerda, apenas quanto ao local da construção, que pretendia em Jacarepaguá, para a realização da Copa do Mundo de 1950. Mário, no entanto, conseguiu convencer a opinião pública carioca de que o melhor lugar para o novo estádio seria no terreno do antigo Derby Club, no bairro do Maracanã, e que o estádio deveria ser o maior do mundo, com capacidade para mais de 150 mil espectadores. O seu trabalho sério e produtivo o levou a merecer o título de maior jornalista esportivo de todos os tempos, Mário faleceu no Rio de Janeiro em 17 de setembro de 1966 de um ataque cardíaco, aos 58 anos. Célia sucumbiu tragicamente poucos meses depois. Em sua homenagem, o Estádio Municipal do Maracanã ganhou o nome de Estádio Jornalista Mário Filho. Mas no título deste artigo eu falei “Mais um equívoco”, isso porque o mesmo jornalista, no seu livro “Da Bola de Pito ao Apito Final”, ao tratar do assunto da aquisição do terreno onde hoje é a sede do América Futebol Clube, esqueceu do então Presidente José Gomes da Costa em cuja gestão o terreno foi adquirido ao Estado e com recursos pessoais dele presidente e mais três desportistas. Citou outros, mas esqueceu o velho Desembargador, meu pai. Também houve um lapso, este mais recente em um filme da TV Assembleia onde afirma que o meu irmão, Arquiteto Moacyr Gomes da Costa teria viajado à Alemanha para copiar o modelo de estádio para a construção do Castelão (Machadão). Observe-se, que o projeto de Moacyr foi elaborado com base na tarefa de final do seu curso, com o qual ganhou o título de arquiteto, Ademais disso, Moacyr NUNCA SAIU DO BRASIL. Ainda na mesma coluna, cuida de assunto que foi motivo de tantos artigos meus e de Moacyr, advertindo para os problemas da construção da Arena das Dunas com a demolição do Machadão, do comprometimento do patrimônio do Estado, da falta de segurança do negócio. O jornalista Everaldo sempre foi silente sobre o assunto, como também os clubes de futebol locais, com raras exceções de alguns dirigentes e também o Dr. José Vanildo, que agora está “explodindo” com grande atraso.

NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, 01-03, MISSAS DE 30º DIA EM LOUVOR DA ALMA DE PEDRO SIMÕES NETO.



PEDRO SIMÕES NETO
-14-04-1944 + 01-092-2013 

Jailza Lopes Ricardo Simões (viúva) e demais familiares,
comunicam a todos os amigos, que serão celebradas  missas de trigésimo dia do falecimento de Pedro Simões Neto.

Dia 01 de março, sexta-feira próxima - às 6:30 hs e às 18:30 hs, no convento de Santo Antônio (homenagem do amigo Jarbas Borges Lima); 
Às 19:00 hs, a família encomendou a Missa, na Igreja de Santo Afonso de Ligório, no Conjunto Mirassol (a mesma onde foi celebrada a de sétimo dia).


Desde já agradecem a solidariedade.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

EDUARDO GOSSON - PRESIDENTE DA UBE/RN - CONVIDA PARA O LANÇAMENTO DE MAIS UM LIVRO E NOS DÁ OS ITINERÁRIOS DE "CRÔNICAS DA FAMÍLIA GOSSON", EM 28 DE MAIO PRÓXIMO.

EDUARDO ANTONIO GOSSON
O PRÓXIMO LIVRO DE EDUARDO GOSSON


CRÔNICAS DA FAMÍLIA GOSSON 

 Neste livro que será publicado em 28 de Maio 2013, última terça-feira, às 18h, na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, escrito pelo poeta e escritor Eduardo Gosson, presidente da União Brasileira de Escritores - UBE/RN, vol. 04 da Coleção Bartolomeu Correia de Melo (prosa) do selo editorial Nave da Palavra, o autor conta, em forma de comoventes crônicas, a história da sua família (Gosson) desde a vinda dos avós para o Brasil no ano de 1925 (imigrantes libaneses),passando pelos pais, tios, filhos e netos de forma leve. Segundo a poeta e crítica literária Valdenides Dias, da Universidade Federal do RN – Campus de Currais Novos: “A suavidade com que você ata o fio da vida ao da morte me emociona. Mesmo poeticamente falando, dói. Tanto.”. Avalizam a presente obra o escritor português Carlos Morais dos Santos que assina o Prefácio, Walter Cid faz a Apresentação e a escritora Anna Maria Cascudo as Orelhas. Para a filha de Cascudo: “Finalmente hoje participo já como escritora e acadêmica da União Brasileira de Escritores, na sua diretoria. Encontro Eduardo Gosson, poeta e escritor, um batalhador cultural. Vejo-o como a síntese da família, naquilo que eles possuem de mais sólido. Seu sobrenome significa “árvore frondosa” em árabe. Ele é o somatório das virtudes adquiridas em terras brasileiras. Tem a simplicidade dos múltiplos, o brilhantismo dos modestos. Um líder, descobridor e incentivador de talentos. Incapaz de um sentimento menor. Pai amantíssimo. Avô fascinado. Excelente marido. Amigo como poucos. Surgiu na vida como um sol que não admite sombras nem se deixa tolher pelas tempestades. Vive buscando a luz do paraíso da igualdade. Seu corpo frágil disfarça o gigante de esperanças. Pássaro que voa feliz apesar das correntes de ar contrárias. Acredita, como Esopo (século VI a.C.” ) que “a união faz a força”. Seu comunismo resulta no amor ao próximo. Sem buscar recompensas. Sua meta é erguer pontes quando só existiam paredes.” 
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SERVIÇO: Lançamento do livro Crônicas da família Gosson Data: 28.05.2013 (terça-feira)
 Hora: 18h 
Local: ANL (Academia Norte-Riograndense de Letras)       - Rua Mipibu, 443 - Petrópolis 
Exemplar: R$ 20,00

sábado, 23 de fevereiro de 2013

QUASE CARTA AOS INTELECTUAIS DO MEU ESTADO - J.H. EM 22-02 - 2013, POR ORMUZ BARBALHO SIMONETTI.


RICARDO BEZERRA
ORMUZ BARBALHO SIMONETTI

Em outubro de 2012, estive na cidade de João Pessoa-PB a convite da ALAN-PB, Academia de Letras e Artes do Nordeste, para a posse do novo presidente, o acadêmico Ricardo Bezerra. Representei na ocasião a instituição que presido o INRG-Instituto Norte-riograndense de Genealogia e, por delegação do presidente Jurandyr Navarro da Costa, representei, também, o IHGRN - Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e a ACLA - Academia Cearamirinense de Letras e Artes, da qual tenho a honra de ocupar a cadeira 24, em que é patrono o escritor Bartolomeu Correia de Melo. A ACLA no último dia 01 de fevereiro perdeu o seu idealizador e primeiro presidente o saudoso Pedro Simões Neto, incansável guerreiro em defesa da memória cultural de Ceará-Mirim, sua terra de coração. Fiquei surpreso, e ao mesmo tempo com uma pontinha, de inveja pela forma de como os nossos irmãos paraibanos, tratam a cultura naquele Estado. O auditório estava completamente lotado. Havia representantes de várias instituições culturais, como também autoridades de diversas áreas administrativas do Estado. Na ocasião, foi entregue aos ganhadores do concurso de poesia “Augusto dos Anjos”, promovido pela ALAN/PB, prêmios em dinheiro e também coleções de livros. O concurso, realizado em escolas públicas, tinha como finalidade incentivar a poesia e conhecimento da obra desse grande poeta paraibano, que alcançou os píncaros da glória nacional. Pelo que pude observar, as instituições culturais são muito valorizadas e costumam contar com apoio dos governantes, das universidades, de entidades particulares e o que é mais importante, de voluntários. Os discursos, são pronunciados na medida certa, do tipo que não enfada os ouvintes e diz tudo o que é importante para a ocasião. As diversas personalidades que se destacaram na formação cultural do Estado são enaltecidas sem apoteose, sem exageros desnecessários, apenas na mesma medida correta de seus esforços, em prol da cultura de seu torrão e por extensão, do seu país. Aqui em nossa aldeia, os pobres potiguares continuam esquecendo, ou talvez não querendo lembrar, de tantos valores que deixaram sua marca indelével na cultura de nosso Estado. Continuamos com “dantes no quartel de Abrantes”, cultuando o monoteísmo cultural e transformando as belas Bachianas, em um “samba de uma nota só”. Isso não significa que as "vestais" não devam ser cultuadas, mas não com exclusividade, sob pena de passar a falsa impressão de que a cultura em nosso Estado estagnou no tempo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

NESTE 21-02 REALIZOU-SE, COM EXCELENTES RESULTADOS, A PRIMEIRA REUNIÃO PLENÁRIA ORDINÁRIA DA UBE/RN, NA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS, CONVOCADA E PRESIDIDA POR EDUARDO GOSSON.

 
ESCRITORES: LIVIO DE OLIVEIRA, EDUARDO GOSSON (PRESIDENTE DA UBE) E MANOEL MARQUES FILHO.
ÁGUEDA MOUSINHO ZERÔNCIO, EDUARDO GOSSON E JANIA SOUZA.
ORMUZ BARBALHO SIMONETTI, LEDA MARINHO VARELA DA COSTA, SELMA E CARLOS MORAIS, E EDUARDO GOSSON.
 
EM PÉ: CARLOS GOMES, JANIA SOUZA, JANILSON DIAS DE OLIVEIRA, ORMUZ BARBALHO SIMONETTI, LÚCIA HELENA PEREIRA, SEVERINO VICENTE, ÁGUEDA ZERÔNCIO, RIZOLETE FERNANDES E EDUARDO GOSSON.
SENTADOS: CARLOS MORAIS E LEDA VARELA.
OS CONFRADES: CLAUDIONOR BARBALHO E CARLOS MORAIS.
CARLOS GOMES, JANIA SOUZA E ORMUZ SIMONETTI
FINAL DE REUNIÃO, TROCA DE CARINHOS, ALEGRIAS, REENCONTROS APÓS 3 MESES DISTANTES.
SEVERINO VICENTE, ÁGUEDA ZERÔNCIO, RIZOLETE FERNANDES E EDUARDO GOSSON
CARLOS MORAIS, CARLOS GOMES, JANILSON DIAS DE OLIVEIRA, ORMUZ SIMONETTI, LÚCIA HELENA, SEVERINO VICENTE E ÁGUEDA ZERÔNCIO.

EXCELENTE PAUTA, UM EXPRESSIVO QUÓRUM E BONS RESULTADOS NA REUNIÃO DE HOJE, DA UBE/RN, NA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS.

PRESENTES: EDUARDO GOSSON, MANOEL MARQUES, CARLOS GOMES, JANIA SOUZA, SELMA CALAZANS RODRIGUES, CARLOS MORAIS DOS SANTOS, ORMUZ SIMONETTI, LÍVIO DE OLIVEIRA, LÚCIA HELENA, LEDA VARELA, RIZOLETE FERNANDES, JANILSON DIAS DE OLIVEIRA, ÁGUEDA ZERÔNCIO, SEVERINO VICENTE, CLAUDIONOR BARBALHO.

DA PAUTA: LEITURA DA ATA ANTERIOR, COMUNICAÇÕES, PERSPECTIVAS PARA O VI EPE EM OUTUBRO/2013, LANÇAMENTO DE LIVROS, O OITO DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER - O 14 DE MARÇO- DIA NACIONAL DA POESIA. 
DISCUSSÕES, SUGESTÕES, ETC.
TUDO O MAIS DESSA REUNIÃO SERÁ REGISTRADA NA ATA REDIGIDA PELO SECRETÁRIO MANOEL MARQUES.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ENTREVISTA DE LÍVIO OLIVEIRA A THIAGO GONZAGA


 
THIAGO GONZAGA - ESCRITOR E BLOGUEIRO
LIVIO DE OLIVEIRA - ESCRITOR
 Natal, 17 de fevereiro de 2013

 T.G. Lívio Oliveira, fale um pouco da sua infância, onde nasceu, e como foram seus primeiros anos da juventude?
 L. O. Nasci nesta ensolarada Natal, numa manhã de 16 de agosto de 1969, segundo dia do Festival de Woodstock rolando lá nos EUA (acontecimento em que eu gostaria de ter dado os meus berros inaugurais, em coro com Janis Joplin). Minha infância se desenvolveu em meio às boas molecagens com os meus irmãos e a meninada lá do Barro Vermelho e, também, nas férias que passava na Fazenda Poço da Pedra, do meu avô materno, além dos passeios e temporadas na Alameda Faraco, Avenida Índio Arabutã e Tambauzinho, em João Pessoa/PB, onde moram diversos componentes das famílias paterna e materna. Na rua Segundo Wanderley (primeiro nome de poeta que conheci) subia em árvores, telhados e muros altos (e também caía vez ou outra. Sempre fui meio atrevido, incauto, não sei nem como sobrevivi - risos), brincava de “polícia e ladrão”, “garrafão”, “peia-quente”, “31, alerta!”, jogava Banco Imobiliário e War e era (e ainda sou, cada vez mais) um perna-de-pau no futebol. Iniciava ali as minhas primeiras leituras, escritos enviesados e garranchos (adorava desenhar e acho que desenho até bem). Olha, tem um dado meio curioso na minha infância: fui Prefeito-Mirim de Natal aos 11 anos de idade. Uma experiência bem legal que marcou a minha infância e da qual me lembro com algum carinho e humor hoje em dia. Já pensou um moleque com aquela idade passeando de carro preto pela cidade com a primeira-dama por uma semana inteira, falando em rádio e fazendo discurso em escolas? (risos). Depois, vários anos depois, participei de alguns partidos políticos de centro-esquerda, chegando a ter quase quatro mil votos numa aventura eleitoral pelo PDT. É verdade, né mentira não, Thiago! Mas, me desiludi com essa história/estória de política potiguar. Isso não dá pra mim não, meu irmão!
 T.G. Quais suas primeiras leituras? 
 L.O. Monteiro Lobato, Mark Twain (“Aventuras de Tom Sawyer” e “Aventuras de Huckleberry Finn”, em traduções de Monteiro Lobato, que tenho até hoje), Maurice Druon (li “O Menino do dedo verde” numa tarde), contos diversos adaptados (irmãos Grimm, La Fontaine etc), trechos da enciclopédia Barsa e Delta Júnior, além de muitos gibis. Adorava os heróis Marvel, principalmente. Mas, lembro-me bem da revista “Recreio” e também de todos os personagens Disney e de Maurício de Souza. Vez ou outra me aventurava, também, nas conhecidas Zagor e Tex, apesar de não terem sido de minha predileção. Depois, Revistas Realidade e Manchete, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade (que conheci primeiro como cronista numa coleção chamada “Para gostar de ler”), José Lins do Rego, Graciliano Ramos, autores de literatura policial como Agatha Christie, etc. Somente mais tarde conheci os dois autores que mais me apaixonariam: Fernando Pessoa e Guimarães Rosa. Esse foi o primeiro cenário que avistei nessa terra louca e cheia de delícias da Literatura. 
 T.G. E seu contato com a literatura potiguar, como aconteceu?
 L.O. Além da pequena biblioteca de papai, acredito que a primeira vez que tomei conhecimento da literatura do RN foi através de um programa na TVU, apresentado por Tarcísio Gurgel, Josimey Costa e Inácio Sena. Na terrinha, as minhas primeiras leituras importantes foram as crônicas de Serejo (eu as colecionava num caderno), a poesia de Marize Castro (“Marros Crepons Marfins”) e os textos sobre autores e livros de Américo de Oliveira Costa (“A biblioteca e seus habitantes”, que tenho com autógrafo que me foi dado na Aliança Francesa de Natal). Hoje aprecio inúmeros autores de nossa terra. São muitos e não quero citar pra não ferir suscetibilidades. São mais que cento e um autores...rs. 
 T.G. Lívio, e o período do Curso de Direito na UFRN, como foi? O que o levou a escolher a área jurídica como profissão? 
L.O. Foi um período de grande crescimento humano e de conscientização social. Minhas melhores experiências de juventude, muita aventura em todos os campos. Fui presidente do Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti, quando tive a honra de organizar um importante evento jurídico em homenagem e com a presença de Miguel Seabra Fagundes, grande figura intelectual e humana potiguar e que brilhou nacionalmente. Poucos sabem, mas também fiz - posteriormente à minha formatura em Direito - um ano de Filosofia na UFRN e tive grandes professores nessa área. Ainda penso sobre como se procedeu a minha escolha profissional e sei, hoje, que o Direito é mesmo o caminho que escolhi seguir e vou em frente, lutando, persistindo, trabalhando, estudando. 
 T.G. Você já foi professor, lecionava que disciplina? 
L.O. Tive essa boa experiência, por alguns anos, na UnP. Lecionei, destacadamente, “Teoria Geral do Estado” e “Direito Constitucional”. O contato com alunos é algo estimulante e bem complexo, uma lição de relacionamento humano. Dei um tempo pra priorizar a família, a Procuradoria Federal e esse meu gosto pela literatura. Pretendo retomar um dia. Hoje, como Conselheiro da OAB/RN, tenho estado em contato com muitos advogados-professores, o que tem me estimulado a pensar no assunto da volta. Vamos ver no futuro.
 T.G. Fale-nos um pouco do seu livro de estreia, O Colecionador de Horas, como foi a experiência de publicar esse livro, quais eram suas influências nesse período?
 L.O. Foi um início muito satisfatório, através das mãos do saudoso Franco Jasiello, que aprovou a publicação do livro pela A.S. Editores, pertencente à Livraria A.S. que ficava ali perto do Natal Shopping. Lembro-me do lançamento festivo em que vendi mais de cem livros. Fiquei entusiasmadíssimo (risos). Infelizmente, Jasiello já nos deixou e aquela livraria/editora não existe mais. 
 T.G. O Colecionador de Horas foi dedicado ao grande poeta potiguar Luís Carlos Guimarães, você o conheceu, teve contato com ele?
 L.O. Fui apresentado a Luís pelo contista Manoel Marques Filho. Foi ele, Luís Carlos Guimarães, quem me deu a honra do aval para a publicação dos meus primeiros poemas no jornal O GALO. Nelson Patriota encampou a idéia, aceitou meus poeminhas. Gostava de ouvir uma frase simpática de Luís Carlos Guimarães: “- Poeta, escreva o seu livrinho”. Se Luís Carlos Guimarães estivesse vivo hoje, eu lhe diria: “-Ainda estou tentando, caro Luís. Ainda estou tentando...”. Penso, ainda, em escrever uma biografia intelectual e de vida de L.C.G. 
 T.G. Lívio, você também foi colaborador do “O Galo”. Conte-nos um pouco dessa fase e da importância cultural desse jornal?
 L.O. Foram meus primeiros passos quanto à publicação de meus textos. Muito importante para mim. Todos sabem da importância desse veículo cultural, que nunca deveria ter acabado. Infelizmente, a descontinuidade tem sido uma marca de nossa realidade cultural e político-administrativa. 
 T.G. Como era o mercado editorial na época do lançamento do seu primeiro livro? Há muita diferença para o mercado atual?
 L.O. Muito parecido. Mas, naquele momento, tive a sorte de ter uma editora lançando o meu livro por sua conta: a A.S. Editores, que já não mais existe. Hoje, há mais editoras e selos editoriais em Natal. Mas, o mercado continua muito complicado. Precisamos crescer muito mais nesse aspecto. Precisamos valorizar a “prata da casa”, termo que Manoel Onofre Jr. muito aprecia.
 T.G. Seu segundo livro de poemas, o belo “Telha Crua”, foi vencedor do Prêmio Luís Carlos Guimarães e Othoniel Menezes, você esperava esse reconhecimento já na sua segunda obra poética?
 L.O. Se não esperava, eu desejava...e muito! (rs) Trabalhei pra isso e aconteceu. No entanto, isso me deu mais responsabilidade. Ressalto que esses dois nomes merecem todas as honras e, nessa linha, permanente e contínua leitura. Sempre. 
 T.G. E o livro “Bibliotecas Vivas do RN”? Como surgiu a ideia?
 L.O. Da minha paixão pelo objeto livro e pela leitura e de uma grande curiosidade em conhecer os homens por trás dos seus livros, ingressando naquele que, para mim, é um dos ambientes mais íntimos de uma casa: a biblioteca. 
 T.G. Como foi interagir com personalidades da nossa literatura que amam os livros? 
L.O. Sempre é bom conhecer pessoas interessantes e inteligentes, principalmente se reveladas suas personalidades através de suas escolhas bibliográficas. 
 T.G. Bibliotecas Vivas do RN, terá um segundo volume ?
 L.O. Pretendo, sim. Mas, com diversos aspectos novos. Um dia, contarei meus planos quanto a isso. 
T.G. Fale-nos do livro “Pequeno Manual Poético da Arte do Xadrez”. Você desistiu de lançá-lo ? Ou aproveitou os poemas em outros livros? 
L.O. Gosto muito desse jogo complexo, que também é uma arte, a arte de Caissa. Ainda estou elaborando mentalmente o roteiro desse livro. Mas, deverá ser um dos meus principais textos no futuro. Acho que é uma ideia que pode dar muitos e bons frutos. 
 T.G. Como concilia sua profissão de procurador federal com a literatura? 
L.O. Com muita disciplina e responsabilidade. E algum sofrimento e muita correria...rs. Sou um inquieto, um cara que dorme pouco e vive na eletricidade. Sou um frenético e ansioso cumpridor de prazos. Mas, tenho a sorte de ser muito organizado, beirando o excesso, também nesse item (risos). Hoje, sou apenas um operário das palavras, sejam elas literárias ou jurídicas. As coisas se complementam. 
 T.G. Você foi membro de uma comissão de analise dos Prêmios Othoniel Menezes, Luís Carlos Guimarães e Zila Mamede. Como é o exame e a escolha de um bom poema? Como funciona? Há algum critério ou é algo subjetivo?
 L.O. Só posso dizer que dá um trabalho danado (rsrs). E critérios tem que haver, evidentemente: o domínio e a correção da linguagem, as soluções criativas e originais, o ritmo, a eventual musicalidade do poema, o estilo... Também, resta claro que a subjetividade do julgador está em qualquer decisão, inclusive nas sentenças judiciais. Na poesia, dá-se o mesmo. Não seria diferente.
 T.G. Algum novo poeta potiguar lhe desperta atenção na atualidade?
 L.O. Tem sempre gente nova no pedaço, mas estou apreciando muito o pessoal de Currais Novos, que possui um trabalho prolífico e sistemático nesse campo. O Seridó é sempre um celeiro de tudo o que é bom. Mas, confesso que o meu interesse poético atual está voltado para um passado glorioso: o tempo e a voz de Ferreira Itajubá, sobre quem tive a honra de falar e prestar homenagem comemorativa ao seu centenário, por ocasião da Flipipa 2012, juntamente com a excelente pesquisadora Mayara Pinheiro.
 T.G. Seus livros tem uma característica em comum, beleza e qualidade gráfica. É você que escolhe/define as capas das suas obras?
 L.O. Sempre opino, dou uns pitacos, uns palpites. Acredito que tenho um olho bom pra essas coisas. Sou vidrado por fotografia e por artes plásticas. Tento ajudar no projeto gráfico, para que o conjunto seja apresentável. Tem dado certo, com os “capistas” excelentes que tenho encontrado, como Fernando Chiriboga, Alexandre Oliveira etc.
 T.G. Você foi membro do conselho editorial da FUNCARTE. Como foi essa experiência?
 L.O. Foi um momento de boa convivência com figuras inteligentes das letras e, principalmente, foi o início da minha amizade com um cara que muito admiro e que pensa a nossa cultura como poucos: Dácio Galvão. 
 T.G. E sua fase na presidência da UBE-RN foi positiva?
 L.O. Muito positiva. Além da ótima convivência com os escritores e de alguns eventos em prol do resgate da entidade – importante entidade que ajudei a consolidar e que está sendo bem conduzida por Eduardo Gosson, meu dileto sucessor – consegui fazer a Lei do Livro e do Autor Potiguar, unindo deputados da oposição e do governo de então. Por sinal, essa Lei precisa sair, definitivamente, do papel e se tornar efetiva e eficaz. 
 T.G. Em 2007 você publicou “Pena Mínima”, livro de haicais e poemas curtos, com surgiu a ideia do livro, a obra teve boa receptividade ?
 L.O. Mais um dos meus experimentos. Gostei do resultado. Descobri algo da cultura oriental que pude transpor para minhas soluções ocidentalíssimas. 
 T.G. Em 2009, mais uma novidade, “Dança em Seda Nua”, com poemas eróticos. Fale um pouco dessa experiência poética. O poeta Lívio Oliveira gosta de fazer experimentações poéticas?
 L.O. É disso que me alimento, meu amigo. Mas, o meu erotismo é meio sutil, nada desbragado. Não consegui transpor os limites em direção ao pornográfico. Alguns dizem que este foi um erro. Outros dizem que foi onde acertei. Ninguém consegue agradar a todos, não é?
 T.G. Você já manteve um blog, fale um pouco dele, o que tratava? Temos blogs com bons conteúdos literários e culturais?
 L.O. Chamava-se “O Teorema da Feira”, nome que veio batizar o meu mais recente livro de poemas. Foi uma experiência muito prazerosa, mas que não deu pra dar continuidade por total falta de tempo. Hoje, tento compensar contribuindo com outros blogs e escrevendo nas redes sociais, com menos compromisso de atualização diária. Para mim, os dois blogs mais importantes e que me dão mais prazer de leitura, hoje, são o “Substantivo Plural” (www.substantivoplural.com.br), de Tácito Costa (espaço que, apesar da zona conflituosa, é um dos nosso mais importantes instrumentos culturais), e o Infâmia” (www.jairolima.org), do grande poeta pernambucano/potiguar Jairo Lima. Há, ainda, outros blogs bem legais, como o de Sérgio Vilar (“Diário do Tempo”), o de Alex Gurgel (“Grande Ponto”) e vários outros. 
 T.G. Você lançou recentemente o livro de poemas “O Teorema da Feira”. Houve uma mudança perceptível no seu fazer poético, em relação aos primeiros livros. você considera Teorema da Feira seu melhor trabalho até agora? 
L.O. Sim. Não tenho dúvidas quanto a isso. É o meu livro mais maduro e com o qual consegui as melhores soluções poéticas, as que mais me agradaram e que, de uma certa forma, condensam e melhor sistematizam as diversas opções poéticas que fiz ao longo desse tempo em que estou na estrada. Ademais, o título do livro é auto-explicativo. 
 T.G. Ficou satisfeito com o resultado de “O Teorema da Feira”? 
L.O. Sim. Pelas razões já expostas. 
 T.G. Vamos falar de música. Fale um pouco do CD Cineclube, projeto com Babal, que foi lançado em 2009?
 L.O. Simplesmente, uma de minhas maiores realizações pessoais. Um deleite. Principalmente no período da gravação, em que ficava horas e horas acompanhando a turma em estúdio, às vezes até alta noite. Babal e Joca Costa se transformaram em bons amigos e grandes mestres. Sou louco por música. Tenho muitas saudades de ouvir, como ouvia, quase que diariamente, a guitarra de Joca Costa e as vozes e instrumentos maravilhosos que compuseram o disco, dentre eles, Geraldo Azevedo, Khrystal, Valéria Oliveira, Liz Rosa, Di Stéfano, Luciane Antunes etc. E tem o fato de termos unido as letras e a música ao cinema, arte que amo profundamente. 
 T.G. Lívio Oliveira prefere cinema, poesia ou música?
 L.O. Sou um amante de todas as formas da grande arte, mas, se minha poesia se transformar em música, ficarei completamente feliz. E o cinema é a minha fantasia mais completa. Fellini, Buñuel, Bergman, Woody Allen, Glauber Rocha, Lars Von Trier, Scorsese, Hitchcock, Antonioni, Coppola, Bertolucci, Almodóvar, dentre muitos outros, são os grandes feiticeiros da minha vida. Encontro infinita magia naquilo que foi feito por esses caras. É orgânico. É visceral. Está em mim, essencialmente, como os meus sonhos estão. Talvez somente Freud ou Lacan expliquem. 
 T.G. Quais os planos literários para o futuro, algum livro inédito? 
L.O. O maior dos planos é prosseguir na estrada e cuidar da escrita, melhorando o que deve ser melhorado. E livros...claro! Sempre temos mais um na cabeça e/ou no prelo! Também pretendo experimentar e aprofundar coisas na prosa: ensaios, crônicas, novelas, uma peça de teatro...quem sabe? Tudo é possível. Tudo é permitido nessa seara, se tomarmos os devidos cuidados no caminho. Por que não experimentar? 
 T.G. Quem é o escritor e o ser humano Lívio Oliveira?
 L.O. Alguém que crê no valor da arte e um cara que já acertou algumas vezes e se equivocou outras tantas, mas que sempre buscará o caminho mais acertado, ética e esteticamente. Aprendi a pedir desculpas pelos meus erros e agradecer pelo que recebo através da generosidade dos outros. Tento fazer o bem e nunca faço o mal de caso pensado. Mas todos incomodamos, em um momento ou outro. Faz parte da natureza humana, que conheço melhor, mas que ainda me traz enigmas. Confesso, ainda, que - antes de tudo - este escritor é alguém que se sente melhor como leitor, em meio ao colorido e os cheiros de uma boa biblioteca. Aceito e trabalho razoavelmente o mundo digital e as suas novidades, mas ainda amo apaixonadamente um bom livro posto sensualmente entre as mãos e com suas palavras impressas reluzindo diante dos olhos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

UM ABRAÇO FRATERNO - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - ADVOGADO E ESCRITOR.


CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES
UM ABRAÇO FRATERNO

Neste sábado que passou estava em minhas peregrinações triviais de um dia de nada fazer, quando, em uma loja adentram dois jovens, um casal, e indagam se eu aceitava um abraço. O gesto, num misto de surpresa e alegria tocou-me profundamente e, com emoção aceitei aquela afetuosa e sincera oferta, sem que nada fosse solicitado de volta, que aliviou o meu caminhar. Não sei se estavam a serviço de alguma religião, talvez da campanha da fraternidade, ou não, mas isso não importa, o que vele é o desprendimento, o propósito, a iniciativa, verdadeira semente para elevar o espírito, notadamente de criaturas que já carregam o peso da canseira do dia a dia ou do tempo presente, prenho de maldade, de violência e de busca de vantagens nem sempre elogiáveis. Aproveitei, então, para meditar um pouco sobre aquele proceder e,em silêncio roguei a Deus que aumentasse esse exército de amor, principalmente neste momento propício da quaresma, preparação para a páscoa e no limiar da renúncia do Chefe maior da Igreja Católica, Papa Bento XVI.. Dentro desse clima, fiz breve reflexão sobre o papel das religiões e fui obrigado a reconhecer a importância da Igreja Católica no correr do tempo, mantendo vivos os escritos dos nossos ancestrais, berço da sabedoria e do conhecimento teológico e mesmo científico de dois milênios, desde os monges copistas que, sob a pressão dos bárbaros, souberam conservar nos mosteiros todos os escritos, desde fragmentos da Bíblia, Cartas, Sermões, Atos e instrumentos da conservação da grandeza de Jesus e dos seus seguidores até os dias presentes. Não fosse a Igreja Católica, também através das Escolas e Universidades criadas em todos os recantos da terra, estaríamos amargando a ignorância da criação e da vida santa dos nossos obreiros. Diante disso meditei a atitude repulsiva de alguns cristãos de outras igrejas, embora do mesmo credo, que insistem em postergar valores das santas criaturas que carregaram física e emocionalmente, os ensinamentos teológicos através dos tempos, que merecem ser reverenciados como heróis e aos quais devemos ser eternamente gratos. Não compreendo como alguns rejeitam o culto a Maria, mãe do Nosso Senhor Jesus Cristo, consagrada por Deus para gerar o Redentor da Humanidade. Também não vejo explicações para a crítica ao culto aos nossos ancestrais, representados por imagens esculpidas, como poderiam ser através de fotografias, que somente nos permitem lembrá-los para um agradecimento justo pelo papel que exerceram, com risco da própria vida. Irmãos em Cristo, vamos nos unir para fortalecer a fé, a caridade e o amor pelo próximo, cada um adotando a formalística que cada igreja adotar, mas sem ressentimentos, sem fanatismo, sem racionalidade. Certa vez enviei para uma aluna uma bela mensagem de Chico Xavier e ela depois me informou que nem chegou a abrir o e-mail, pois mencionado o nome daquele bom cristão, ela não ousaria sua leitura, por ser um agente do demônio. Apenas, intimamente, lamentei o ocorrido e constatei como alguns não sabem interpretar a mensagem do Senhor e cada dia mais se afastam da máxima de uma igreja única e um só Pastor para dar sequência à nossa vida religiosa,ainda que em casas diferentes. Uni-vos Igrejas de todos os matizes e vamos trabalhar pelos necessitados, sem disputa de quem dá ou faz mais, mas quem reparte com mais intensidade o amor. Rogo ao Cristo Jesus, como poderá ser a Buda, Maomé ou Alá pela paz entre os povos e pela erradicação da dor, da fome, da ignorância e da miséria, para que todos os irmãos se abracem todos os dias, fortalecendo e valorizando a vida e possibilitando uma páscoa universal ad aeternum.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PRESIDENTE DA UBE/RN CONVOCA PARA REUNIÃO ORDINÁRIA DA REFERIDA ENTIDADE, EM 21-02-2012.


 DR. EDUARDO ANTONIO GOSSON
PRESIDENTE DA UBE/RN
“Ninguém faz nada sozinho.

” UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN - UBE/RN
 Comunicado de reunião nº 02/2013

 Através do presente Comunicado ficam todos os membros da Diretoria, Conselho Fiscal, Conselho Consultivo e associados cientes que, por motivo superior, a 1ª Reunião Ordinária do ano de 2013, prevista para o dia 07 do corrente mês fica remarcada para o dia 21, no mesmo local e na mesma hora. 
Ordem do Dia:
 1. Leitura da Ata anterior 
2. Planejamento das atividades do ano de 2013
 Eduardo Gosson Presidente
 Data: 21.02.2013 (quinta-feira) 
Hora: 16h Local : ANL

CRÔNICA DE MANOEL ONOFRE JÚNIOR, NA GAZETA DO OESTE, DEDICADA A PEDRO SIMÕES NETO.


PEDRO SIMÕES NETO

MANOEL ONOFRE JÚNIOR, amigo sincero e presente na vida de Pedro Simões, fez publicar - na Gazeta do Oeste - a matéria, que faço transcrever na íntegra (Joventina Simões): 

"Na manhã da sexta-feira, 1º de fevereiro, o Rio Grande do Norte perdeu um dos seus intelectuais mais importantes. Pedro Simões se foi, após longa agonia, cerca de sete meses numa UTI, quase sempre lúcido, suportando, com resignação, sua pesada cruz. Escritor, advogado e professor, deixou obra significativa na Literatura e no Direito: numerosos livros, dentre estes: “A Intriga do Bem”, “A Quinta dos Pirilampos”, “De Quando Tudo Era Azul”, culminâncias da nossa memorialística, e “O Fabulário da Freguesia”, misto de ficção e memórias, “obra de alta expressão literária, de poderosa força vocabular”, no dizer com justeza do escritor Veríssimo de Melo. Mas, além do campo intelectual, Pedro Simões era homem de ação; grande animador cultural, fundou e dirigiu nos anos 80 a Nossa Editora, havendo lançado dezenas de livros de autores potiguares; ultimamente foi um dos fundadores da Academia Ceará-mirinense de Letras, com vistas à dinamização da vida literária em sua terra adotiva. Teve destacada participação na vida pública do Estado, como secretário de Segurança Pública e presidente do Ipern, ambos os cargos no Governo Geraldo Melo. Acompanhei, comovido, o seu calvário, embora não pudesse vê-lo, já que ele ficou, quase o tempo todo, internado na UTI, proibidas a visitas por ordem médica. Mas, um dia, quando retornou ao apartamento do hospital, pediu aos seus familiares que fosse eu o primeiro a visitá-lo. Encontrei-o, então, acamado, muito magro, lívido, a voz débil, mas, sem perder o senso de humor, saudou-me: - Manoel Onofre, o condestável da serra do Martins! Ri, sem jeito, e profundamente impressionado, disfarçando o meu assombro diante do seu estado, disse-lhe palavras de encorajamento. Infelizmente, não pudemos conversar. Tive, porém a satisfação de constatar que ele estava bem assistido, cercado pelo carinho dos familiares, à frente Jailza, a companheira de todos os dias. Ao deixá-lo, lembrei-me do que ele me dissera, tempos atrás: - O meu prazo de validade está vencido. Não demorou a voltar à UTI, e ali ficou entre a vida e a morte por mais alguns meses, tendo se submetido a nada menos de vinte cirurgias. E - pasmem - ainda encontrou alento para ditar as suas impressões do hospital, “escrevendo”, assim, o seu último livro."

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

ATO DE GRANDEZA - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - ADVOGADO E ESCRITOR.


Nos últimos dias a renúncia de Bento XVI ao Trono de Pedro, vem causando perplexidade no mundo religioso e político de todo o mundo. Especulações têm sido levantadas a propósito dos motivos determinados desse ato extremo, nem todos com a sensatez como deveria ser encarado. A Igreja pode até ser eterna, mas os seus dirigentes são humanos e frágeis por natureza, daí não dever ser motivo de estranheza gestos como o do atual Papa Joseph Ratzinger (Bento XVI). Em meu sentir, a sua decisão representa um ato de grandeza, ou de humildade como dizem alguns. Em verdade, vamos procurar nas Sagradas Escrituras, na epistola sobre os Pastores e seus deveres: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com Seu próprio sangue.” Atos 20.28 O Papa, com extrema benevolência e sabedoria tudo fez para cumprir a máxima bíblica, mas teve de lidar com a hipocrisia e divisão da Casa de Deus, sentindo-se, em razão de sua fragilidade física, incapacitado para dar o comando enérgico que a situação impõe. A par de tudo isso, a humanidade vive uma crise de amor e compreensão, com a persistência da beligerância entre povos, a luta religiosa radical, pondo em risco a unidade da paz. A saída do Papa do seu Pontificado não o retira da cena religiosa, pois a sua sabedoria é indispensável à estabilidade das mensagens da Igreja Católica que, certamente, dele se socorrerá em muitas oportunidades. O Cardeal Ratzinger é prolífero em seus escritos desde o Concílio Vaticano II, continuando nos Papados posteriores, habilidade que sempre desenvolveu sem alarde ou ostentação. Comenta-se que a sua obra é a mais exuberante dentre todos os sucessores de Pedro, tendo como ponto fundamental a serenidade. Estamos, por conseguinte, num momento histórico da humanidade, quando todos, ainda que não cristãos, se preocupam com o sucessor de Bento XVI, augurando que sopros Divinos se estendam ao Colégio Cardinalício e, com a proteção de Deus, saiba escolher um novo Mandatário da Fé, do Amor, da Caridade e da Paz, para conduzir o rebanho nesse tumultuado Século 21. É o que esperamos, Amém.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

MEUS VELHOS CARNAVAIS. 3 - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - ESCRITOR.


O carnaval, em sua concepção original, era considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo e sempre teve um significado ligado à liberdade total de dizer e fazer, gerando as críticas e sátiras. Com as sucessivas crises econômicas e políticas já não persiste a alegria espontânea do folião, pois tudo é artificial, promovido pelos órgãos municipais, sem o interesse da totalidade da população, ou, palcos com músicas tocadas por bandas contratadas - algumas “fajutas” e causadoras, posteriormente, de inquéritos em razão de irregularidades cometidas. O carnaval de rua ainda é mantido, com suas tradições originais na região Nordeste do Brasil, notadamente nas cidades de Recife e Olinda, onde as pessoas saem às ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu, com desfiles de bonecos gigantes representando pessoas populares em todo o mundo. Também na Bahia, em especial na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas agitadas defendidas por cantores e grupos típicos da região, como são exemplos os blocos afro-brasileiros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi. No eixo Rio - São Paulo, o carnaval é um espetáculo para atrair turistas, sem mais a espontaneidade dos primeiros tempos, embora sua magnitude atraia as vistas de todo o mundo. Este ano em nosso Estado, então, chegamos ao pico do fracasso, pois com o estado de calamidade rondando a maior parte dos municípios potiguares, receberam advertência do Ministério Público para declinarem do patrocínio oficial. Natal, em particular, não pode disponibilizar recursos em razão de sua situação financeira precária, herança da alcaidessa Micarla de Souza, detentora de um marco de descrédito da gestão política, só deixando coisas por fazer e dívidas a saldar. Alguns folguedos esporádicos, como "Velhos Carnavais",organizado por Gutemberg Costa e o Baile de Máscaras, no largo do Atheneu. Resta, neste ano, a fuga para as praias para uma alegria “forçada”, à custa de muita bebida e zoada. Esperam-se melhores augúrios para os próximos anos.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

MEUS VELHOS CARNAVAIS - 1 - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - ADVOGADO E ESCRITOR.


NOS CARNAVAIS DE OUTRORA

O período como de festa carnavalesca teve a sua nascente no século XI, em decorrência da Semana Santa, conforme adotado pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a chamada Quaresma, que se inicia com a Quarta-feira de Cinzas. Etimologicamente "carnaval" está relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres. O Carnaval foi na minha infância uma referência sem maior importância. A lembrança retroage ao final dos anos 40, quando ainda peregrinava nas cidades do interior - Angicos, Penha e Macaíba. Nesta última só recordo de fólios pelas ruas centrais em torno de um caminhão com propaganda da aguardente “Dois Tombos”, com entalhes de uma garrafa de aguardente – nada mais. Ao chegar em Natal, por volta de 1949, comparecia ao centro da cidade, ora na Av. Rio Branco, ora na Rua João Pessoa e, por último, na Avenida Deodoro, onde assistia o desfile de blocos, tribos de índios e o corso de veículos com pessoas fantasiadas. Lembro-me bem de um bloco de “papangus” que causava certo medo à meninada. No começo dos anos 50 passei a frequentar os bailes carnavalescos do Aéro Clube e América Futebol Clube, levado, algumas vezes, pelo meu tio afim Jessé Pinto Freire, homem de muito prestígio empresarial e político, que me dava de presente unidades de lança-perfumes “Rodouro” e um par de óculos de proteção dos jatos da lança, que ardiam enormemente nos olhos. Já adolescente, pelos idos de 1954 passei a buscar alguma folia com os colegas, dentre os quais Marcelo Moura e Benivaldo Azevedo, participando, nas manhãs de carnaval dos blocos de sujos (bagunça) e à tarde e noite aos desfiles e batalhas carnavalescas.Naquele tempo era bastante sair com um quepe de capitão de navio e uma camisa listada e saí por aí!!!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM A PEDRO SIMÕES, PELOS CONFRADES DA UBE/RN, OAB/RN; ALEJURN, AML , IHG/RN E DEMAIS CONGÊNERES..

BRASÃO DA ACLA
PEDRO SIMÕES NETO
PEDRO SIMÕES NETO, CARLOS GOMES, VALÉRIO MESQUITA E ARMANDO HOLANDA
O HOMEM DO FACEBOOK
O SERESTEIRO

PEDRO SIMÕES NETO
 o homem da "Intriga do Bem", o estrategista político, o grande planejador cultural, o escritor, o mestre do Direito, o grande advogado, o editor, o amigo incondicional, após grave enfermidade, que o prendeu ao leito por mais de um ano, em hospital, teve o descanso final. perda incomensurável para a cultura do Rio Grande do Norte.
 Sua obra será avaliada e as homenagens certamente não serão poucas. 
 A Quinta dos Pirilampos ficará sem o seu criador. Choram os seus familiares, os seus amigos e colegas. Choram bordões, choram primas e choram todas as rimas, numa saudade imortal. 

A Terra dos Canaviais guardará o seu corpo físico, mas o seu espírito continuará junto aos que o amaram. Não despertei ainda para essa realidade, mas aguardarei os pronunciamentos dos seus mais próximos - Jailza, Joventina e Armando Holanda, samaritanos nos momentos difíceis. 
 A União Brasileira de Escritores do RN - UBE/RN comunica o falecimento do Sócio Efetivo Escritor PEDRO SIMÕES NETO ocorrido dia 01 de fevereiro, nesta cidade, lamentando a sua partida para a Casa do Pai, após uma longa enfermidade. Outrossim, informa que o corpo foi velado a priori", no centro de velório Morada da Paz da Rua São José, próximo ao Corpo de Bombeiros, e o sepultamento ocorreu no dia seguinte, sainda do referrido Centro às 8h, para o Cemitério de Ceará-Mirim. 

Pedro Simões Neto era aquele modelo de intelectual completo: grande leitor, escritor, editor e articulador da Cultura. No seu dinamismo, fundou a Academia Cearamirinense de Letras e Artes -ACLA, apresentando ao Poder Público municipal um Plano de Cultura e Turismo. A UBE e o Rio Grande do Norte estão de luto, ao tempo em que se solidariza com a viúva e os seus filhos.

Natal/RN, 1 de Fevereiro de 2013. 
Diretoria Presidente: Eduardo Antonio Gosson
 1º Vice-Presidente: Jurandyr Navarro da Costa
 2ª Vice-Presidente: Anna Maria Cascudo Barreto
 Secretário-Geral: Manoel Marques da Silva Filho,
 1º Secretário: Paulo Jorge Dumaresq Madureira
 2º Secretário: Francisco Alves da Costa Sobrinho
 1º Tesoureiro: Jania Maria Souza da Silva
 2º Tesoureiro: Aluizio Matias dos Santos 
Diretor de Divulgação: Lúcia Helena Pereira 
Diretor de Representações Regionais: Joaquim Crispiniano Neto
 Diretor Jurídico: Carlos Roberto de Miranda Gomes 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A AÇÃO INEXORÁVEL DO TEMPO - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - ADVOGADO E ESCRITOR.

ABELARDO BARBOSA - CHACRINHA - HOMENAGEM DE CARLOS GOMES

Sem maiores pretensões buscava algum programa na televisão para aplacar a insônia e, na busca dos canais, de repente tomou a telinha a figura emblemática de Abelardo Barbosa, o “Chacrinha”, com suas roupas berrantes e a inseparável buzina. Constatei que a “GNT” fazia uma homenagem aos programas do “Velho Guerreiro”, trazendo cenas daquele tempo, entrecortadas com entrevistas e depoimentos de personagens bizarras que com ele conviveram, de artistas decaídos e outros ainda em atividade, e das suas famosas “Chacretes”, funcionários e diretores d ´antanho. No desenvolver do programa senti nostálgico o desfilar de vetustas figuras, algumas já com evidentes sinais de declínio físico e, ou mental, algumas até grotescas quando insistiram em vestir as fantasias de outrora, tentarem repetir os passos da coreografia sob o som da famosa música “Abelardo Barbosa, está com tudo e não está prosa ... oh Terezinha, Ó Terezinha.... é um barato o Cassino do Chacrinha”. Artistas dão os seus testemunhos, contam os seus dramas - alguns causando espanto pelo estado físico, como Nelson Ned, Wanderley Cardoso, Rosemary, Agnaldo Timoteo, com dificuldade para emitir suas vozes. músicos e maestros deformados pela gordura, calouros idosos repetindo as suas execráveis performances, como também artistas que souberam envelhecer mantendo a postura adequada da sua idade, como Roberto Carlos, Wanderléia, Gilberto Gil, Fábio Júnior, Alcione, Ney Matogrosso, Beth Carvalho e outros. Foi um programa de longa duração, que terminou com o testemunho do velho “Russo” e uma canção pungente de Alceu Valença nominando os personagens dos programas do Chacrinha, que acompanhei por muito tempo, dado o inusitado e o estranho que dominavam as tardes de sábado e domingo, com a Discoteca e o Cassino do Chacrinha. Diz um ditado que “Recordar é Viver”. Mas nesse programa eu diria que “Recordar é sofrer”. Foi doloroso para mim. Tive que ser medicado para me acalmar. Triste filme ou triste fim. A velhice não merece esse vexame!

FALECEU WALLACE COSTA, UM ATLETA DE PRIMEIRA LINHA - ARQUIVO DE RIBAMAR CAVALCANTE.


AMÉRICA FUTEBOL CLUBE
ABC FUTEBOL CLUBE
ALECRIM FUTEBOL CLUBE
WALLACE COSTA E ALGUMAS DE SUAS BANDEIRAS
WALLACE GOMES DA COSTA

Nome: Wallace Gomes da Costa 
 Data de nascimento: 17 de abril de 1934 
 Naturalidade; Taípu(RN) 

 O texto a seguir foi escrito pelo próprio homenageado, professor Wallace, ou como os seus inúmeros pupilos chamam carinhosamente, "Seu" Wallace. 

LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO

 Iniciei minha carreira futebolística num local denominado "Grama" que ficava entre as avenidas Alexandrino de Alencar e Coronel Estevam no bairro do Alecrim, vizinho a antiga Legião Brasileira, praticando aos 12 anos a pedagogia do futebol de rua ao lado de futuros profissionais como Paulo Humberto, Piloto, Caiçara e Cuíca, que na década de 50 passaram a ser profissionais do Náutico de Recife-PE. Jogando futebol de rua no meio dos craques citados, a notícia rapidamente chegou aos olheiros do América(na época Lú e Sr. Waldemar Junqueira). Eles me fizeram um convite para participar de torneios e campeonatos internos no campo do América, onde hoje é a sede social do clube. Os times participantes tinham o nome dos dirigentes do clube. O convite foi aceito por mim e por minha família. Daí a minha ascensão para o futebol profissional foi rápida. Estreei no jogo América 2 x 1 Santa Cruz aos 17 anos permanecendo titular até o licenciamento do América em 1959. Neste período fui convocado para integrar a seleção do Rio Grande do Norte por três vezes, nos anos de 1953, 1956 e 1959. Após o afastamento do América junto a Federação joguei pelo Atlético em 1960, pelo Alecrim em 1961 e pelo ABC FC a partir de 1962, sendo mais uma vez campeão do Estado. Visualizando um futuro melhor em termos financeiros passei a estudar com afinco formando-se em Filosofia e posteriomente em Educação Física, que seria a minha área de atuação. Com o América licenciado, durante cinco anos fiquei longe do Juvenal Lamartine onde eram realizados os jogos oficiais, ou seja, afastado do futebol. Frequentando o "Frasqueirão" tendo como companheiro o senhor Alberto Amorim, excepcional direitor do ABC FC, com quem conversava bastante sobre futebol. E numa triste tarde para o futebol amador, o time juvenil do ABC perdeu por W.O. para o Santa Cruz por falta de atletas. As duas equipes iriam fazer a preliminar do jogo principal(profissionais). Conversando sobre aquela situação pela qual passava o juvenil do ABC FC, fiz ver ao Sr. Amorim que se um dia eu treinasse uma equipe amadora, ela jamais perderia um jogo por W.O., pois se o time fosse formado por 20 atletas eu colocaria os 20 em campo. Nesse bate papo o Sr. Amorim me fez um convite:"voce topa dirigir o juvenil? imediatamente respondi: me dê 5 dias que te direi a resposta E depois de passsado o prazo que solicitei, dei a resposta confirmando que toparia esse novo desafio na minha carreira de futebol, começando um trabalho responsável no amador do ABC FC. O começo do trabalho foi feito através do famoso "peneirão". Neste mesmo ano, disputando com América e Alecrim, cujas equipes já estavam formadas consegui levar o juvenil do ABC ao título. Com isso fui elevado, ainda neste ano, a dirigir o time de profissionais do clube. Promovi uma mudança tática no time e levei o grupo ao tricampeonato numa bela tarde de domingo no recém inaugurado estádio João Machado. 
O time: Erivan, Biu, Edson, Josimar, Anchieta, Willian, Gonzaga, Alberi, Zé Maria(Bozó) Joilson e Josenildo. tendo msido o primeiro treinador profissional campeão da era Machadão. O placar: ABC F.Fc 2 x 0 América. Os gols: Jailson (2). Posteriormente voltei a trabalhar com as categorias de base, que era o meu objetivo. Em 1974 coordenei a escola do pequeno atleta. Uma criação do governador Cortez Pereira cujo slogan era "bola nos pés, livros nas mãos". Convidamos duas equipes de São paulo (XV de Piracicaba e o Santo André) a fim de disputar dois jogos com a seleção da escola do pequeno atleta para abrilhantar o encerramento do campeonato. Dois projetos importantes que o governador queria que houvesse continuidade era o da Escola do Pequeno Atleta e o projeto Camarão. Infelizmente o governo seguinte não topou a idéia achando o projeto muito caro, pondo fim a uma idéia criativa e inteligente do ex governador Cortez Pereira. A partir daí fui convidado em 1974, pelo então presidente José Vasconcelos da Rocha, para comandar a equipe de futebol juvenil do América Futebol Clube. Revelando deste período até 1983 grandes valores para a equipe profissional. Uma história bem interessante desse período, no tocante a revelação de atletas, foi a do zagueiro Sérgio Poti, que foi convocado para a Seleção Brasileira de Juvenis, sem nunca o técnico da Seleção tê-lo visto jogar antes. O técnico da Seleção era Mário Travaglini, que eu havia conhecido em um curso de treinadores coordenado pelo professor Cláudio Coutinho em Volta Redonda, que acreditou no meu depoimento sobre as qualidades técnicas de Sérgio, fazendo de pronto a convocação. Graças ao trabalho responsável e muito esforço além da revelação de atletas conseguimos conquistar vários títulos. Entre eles o de pentacampeão (1979-1982) como treinador dos juvenis e do profissional simultaneamente. Toda essa trajetória não teria sucesso sem a ajuda primordial do professor Eloi Simplício. Sem essa parceria eu não teria tido êxito nas jornadas de trabalho. O professor Eloi foi um companheiro excelente e um instrutor competente no ensinamento didático da iniciação do futebol até o profissionalismo. Deixei de trabalhar com o futebol em 1992 quando não senti mais entusiamo nenhum pelo trabalho. Em 1993 conheci um ser humano fantástico, em um curso sobre futebol em Natal, encontro organizado por mim e por Eloi passei a conhecer Carlos Alberto Parreira palestrante do curso, no período técnico da Seleção Brasileira, amizade que perdura até hoje. Em toda essa trajetória guardo grande jogadores na lembrança, mas dois em especial, Jorge Tavares(Jorginho), o melhor jogador de futebol com quem joguei, enfrentei várias vezes, e ainda tive a felicidade de ser seu companheiro no ABC F.C. Como treinador, Alberi foi o melhor jogador que passou pelo meu trabalho, considero um craque perfeito. Guardo na lembrança alguns dirigentes e amigos abaixo citados: ABC F.C. . Presidentes - José Paiva Torres, Dr. Amaro Marinho. Dr. Aloísio Bezerra, Felizardo Moura; . Diretores - José Pridência e Alberto Amorim; . Companheiros de trabalho - Prof. Galvão, Joca e Furão. América F.C. . Presidentes - José Vasconcelos Rocha, Jussier Santos, Dr. Heriberto Bezerra e Dilermando Machado; . Diretores - Felix e Duílio; Companheiros de trabalho - Garibaldi(Lú), Cosme, Sr. José, Espaguete e Macarrão. Clube Atlético Potiguar: . Presidente - João Cláudio Machado . Diretores - Luiz Gonzaga e Brígido Ferreira. Alecrim F.C. . Presidente e Diretor - João Bastos Santana Desportistas na família: . Wilton, jogou no Santa Cruz, América, ABC futebol de salão e seleção de futebol de salão do Rio Grande do Norte; . Macir Gomes, arquiteto e idealizador do estádio 'Machadão". . Zilson Eduardo Freire, árbitro de futebol de salão da federação do Rio Grande do Norte e da Confederação Brasileira de Futebol de Salão. Em 2010, numa escolha democrática entre os atletas de futebol profissional em atividade no Rio Grande do Norte, Wallace Costa foi eleito para nomear a honraria ao mérito do SAFERN e que é concedida anualmente à desportistas que prestaram relevantes serviços ao esporte do Estado.

 ____________________ O futebol do Rio Grande do Norte está de luto, pois Wallace era um dos seus mais eminentes jogadores. O velório ocorre no Centro "Morada da Paz" da Rua São José e o sepultamento será às 16 horas. Primo velho, a sua família sentida rezará por você.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O TROTE ESTUDANTIL - POR CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES.



O trote estudantil (ou simplesmente trote) é um movimento iniciado nas mais tradicionais universidades da Europa, tendo por objetivo recepcionar os alunos calouros, mediante exigências hilariantes ou mesmo vexatórias. O Brasil, que teve sua base universitária no estilo europeu, adotou o movimento que, ao longo do tempo, tem servido a outros interesses. No meu ingresso na UFRN, em fevereiro de 1964 (foto acima), já encontramos uma mudança para participar de um desfile pelas ruas principais da cidade, "melados" com tintas e adereços, portando cartazes alusivos a fatos políticos, críticas e protestos, seguidos de discursos. (Às vezes repelidos pela Polícia Militar). Com o hiato no caminho democrático do período dos governos militares, o trote foi obrigado a tomar outros rumos, praticamente no âmbito interno e, quando retornamos à plenitude da abertura democrática, ocorreu deturpação visível, pois a calourada passou a ter um tratamento violento, aviltante, exigindo dos calouros uma jornada de mendicância pelas ruas, até em horários inadequados e com violência física, o que obrigou às Universidades a adotarem medidas coercitivas, oficializando a calourada de uma forma mais construtiva e severamente fiscalizada, transformando-se no chamado trote solidário, um modo mais útil e menos agressivo de recepção a novos alunos.. Costuma acontecer logo no início de um semestre ou ano letivo, pelos estudantes mais antigos, chamados de veteranos, em relação aos recém-chegados, conhecidos como calouros ou "bixos". É preciso conciliar esse tipo de recepção, mas nunca extingui-lo, pois é sempre prazeroso ser recepcionado ao ingressar num novo momento da vida acadêmica, como forma de confraternização. Hoje a UFRN promove a sua calourada - espera-se seja construtiva e fraterna!