domingo, 8 de fevereiro de 2015

O DESAFIO ISLÂMICO - TOMISLAV R. FEMINICK (*)



 
TOMISLAV  R. FEMINICK


 Os árabes são povos semitas, originários da região que hoje chamamos de península arábica, habitando-a desde a segunda metade do II milênio a.C. Embora as inúmeras diferenças que havia de grupos para grupos, tinham como ponto de identificação comum a língua, apesar de existirem vários dialetos. Além dos beduínos, pastores nômades, havia tribos sedentárias, dedicadas à agricultura. Andarilhos por excelência, eles foram muito além de suas terras de origem. Os primeiros registros da presença de árabes na Palestina datam de aproximadamente 1500 a 500 a.C., fato que enseja a teoria de que árabes e hebreus teriam uma origem comum, seriam originários do mesmo tronco étnico e até familiar. Ismael, filho de Abraão, seria o ancestral dos árabes; Isaac, irmão de Ismael, seria o ancestral dos hebreus. A expansão árabe antecedeu Maomé e ao islamismo. Antes da era cristã eles se espalharam pela Mesopotâmia, Síria, Palestina e Egito. No início do século V a.C., o norte da Mesopotâmia já era uma terra árabe. Os espaços geográficos de origem e vida dos árabes sempre foram palco de lutas, guerras, conquistas e colonização, com os vencedores impondo suas respectivas culturas. O oriente próximo sempre foi cenário de longas e prolongadas lutas, desde que se tem registro de sua história. Persas, gregos, macedônios e romanos estenderam suas guerras de conquista até as terras árabes, que não ficaram imunes a essas sucessivas ondas de invasores. Mais recentemente, ingleses e franceses impuseram seu domínio a esse povo. Entretanto, como povo nômade e não arraigado às cidades, conseguiram manter alguns aspectos de sua maneira peculiar de ser, de sua individualidade, sem grandes mutações. A Religião Antes de Maomé (Abulqasim Mohamed ibn Abdala ibn Abd al-Mutalib ibn Hashim – nascido provavelmente em 570, e falecido em Medina, em 8 de junho de 632), na Arábia eram praticadas várias religiões, entre elas o cristianismo bizantino, o judaísmo e seitas politeístas de veneração de deuses tribais. Eram adorados centenas de deuses. Foi então que Maomé teria tido visões do arcanjo Gabriel, nas quais lhe teria sido revelada a “religião verdadeira”, o islamismo ou Islã, cujos crentes são chamados muçulmanos, “os que se submeteram” à vontade divina. Quando Maomé iniciou suas pregações monoteístas encontrou forte resistência, principalmente em Meca, na época já um centro de peregrinação religiosa, pois o santuário da Caaba abrigava os deuses de todas as tribos da península. Forçado a fugir para Medina em 622, dez anos depois Maomé voltou à frente de um exército e ocupou a cidade. Quando ele morreu, em 632, o islamismo já tinha se expandido por toda a península arábica e pelo sul da Síria e os árabes tinham um Estado que começa a se sedimentar política e estruturalmente. Segundo o historiador Fernand Braudel (1989), “as origens imediatas do islã nos põem em presença de um homem, um livro e de uma religião”. E a propagação religiosa e política dos maometanos foi avassaladora. Em poucos séculos cobriu uma área impensável, se medidos o contingente populacional e os recursos de que dispunham inicialmente. Na própria península assumiram o poder nas regiões que hoje formam a Arábia Saudita, Barein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Omã e Iêmen, bem como outros Estados do Oriente Médio como a Turquia, Chipre, Iraque, Irã, Sudão, Síria, Egito, Líbano, Israel e Jordânia, além da Etiópia e da Eritréia. Mais para o leste, o Paquistão, Afeganistão, Usbequistão, Turquestão, Casaquistão, o Turquestão chinês, Sind, Punjab e Ode, estes três últimos na Índia. No norte da África a Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos. No ocidente da Europa parte da Espanha e de Portugal, a Sicília e a ilha de Malta. Nos Bálcãs e no oriente Europeu, a Grécia, Bulgária, Macedônia, Sérvia, Bósnia e a Hungria. Os mares Mediterrâneo e Vermelho quase se transformaram em mares islâmicos e as costas orientais do Oceano Índico eram seus domínios. No processo de anexação política de outros povos, os árabes cooptaram grande parte das populações conquistadas, fazendo-as assimilar a sua língua, religião e cultura, ao mesmo tempo em que se apropriavam de vários aspectos da cultura local. Dissidências e Rixas Entretanto nunca houve uma unidade religiosa e, muito menos, política. Os sunitas e os xiitas seguem dogmas religiosos divergentes. Para os xiitas a herança islâmica pertence aos descendentes de Ali, marido de Fátima, sobrinho e genro de Maomé. Por outros motivos, os xiitas se dividem em duodécimos, zaiditas e ismaelitas; estes subdivididos em carmatas e fatímidas. Já os sunitas são seguidores de All-Abbas, tio de Maomé, e acreditam que a autoridade espiritual pertence à comunidade como um todo e se subdividem em hanafitas, malequitas, chafeitas e hambanitas. “A igreja xiita, assim, era uma igreja de autoridade, ao contrário da Igreja sunita, que é uma igreja de consenso” (MOUSNIER, 1995). Os sunitas e xiitas têm período de convivência relativamente pacífica, porém o normal é uma acentuada rivalidade que, amiúde, resulta em lutas e guerras fratricidas. Há outras dissidências, tanto sunitas como xiitas, bem como outras divisões do islamismo, entre elas, os zeiitas, hanafitas, malequitas, chafeitas, bahais, drusos e hambaditas. Do ponto de vista político as lutas entre as várias facções sempre foi uma marca no mundo árabe. O segundo e o terceiro sucessores de Maomé foram assassinados durante os seus governos, quando a sede do califado ainda era em Medina. Califados diferentes pertenciam a dinastias diversas e tinhas sedes em cidades diferentes. No califado de Damasco, estava a dinastia omíada; no de Bagdá, a dinastia abássida; em Córdoba, a dinastia omiada de Al-Andalus. Mais tarde, no Egito os mamelucos e na Turquia os otomanos. Rebeliões, revoltas, lutas e guerras fazem a história do mundo do Islã, com resultados de anexação e separação de territórios conquistados. A expansão O norte da África (Argélia, Líbia, Mauritânia, Marrocos e Tunísia) foi conquistado pelos maometanos entre os anos de 647 e 700, abrindo rotas que ligavam as costas norte e leste ao interior e sul da África. Antes dos árabes, no norte estavam os egípcios, os berberes e os tuaregues, esses últimos formados por berberes nômades; no centro-sul, mais de 800 etnias negras. Os berberes conheciam os caminhos do deserto do Saara e por eles mantinham contatos comerciais com os povos negros. Foi por meio dos berberes que o islã alcançou alguns reinos negros. Já no século VII os árabes ocupavam ou manobravam áreas estratégicas no orientes do continente negro. Enquanto Dongola estava no primeiro caso, isto é, foi ocupada pelos árabes, os dirigentes Núbios firmaram tratados que permitiam a presença muçulmana em suas terras, resultando no surgimento de uma série de feitorias árabes entre os territórios da atual Somália e de Moçambique, o que facilitou a presença de pregadores e comerciantes islâmicos em Madagascar, desde o século IX. Referindo-se à dilatação geográfica do poderio islâmico na África Oriental, Denise Palmer (1977) diz que “os árabes encontraram a sua principal fonte de enriquecimento na venda de escravos que os chefes negros do interior, com quem tinham relações, capturavam por meio de razias”. Foi nos anos de 710 e 713 que os árabes tomaram posse de grande parte da península ibérica, onde permaneceram por aproximadamente sete séculos. Nos primeiros trezentos anos era apenas a província de Andaluz, a partir do século X a sede de um califado, com capital em Córdoba e depois em Medinat-al-Zahra. Uma das características da ocupação moura na península ibérica foi a convivência relativamente pacífica das populações islamitas, católicas e judias, nas regiões ocupadas; fato que não impedia as frequentes lutas entre os reis católicos e os “invasores hereges”, com intervalos de paz e até de alianças conjunturais. A expulsão dos mulçumanos da Espanha e Portugal foi concluída em 1492, com a recuperação do reino de Granada. Hoje é comum se referir como árabes não os seus descendentes genéticos, mas sim todos os povos que adotam a língua árabe ou o islamismo como religião oficial ou predominante, em uma vasta área do planeta, que vai da Mauritânia, na costa atlântica da África, ao sudoeste do Irã, abrangendo o norte da África, o Egito, o Sudão, a península arábica, a Síria e o Iraque. Note-se que muitos desses países não adotaram a língua árabe. A identidade religiosa dos povos árabes ou arabizados é tão forte que hoje eles são, indistintamente, conhecidos como islamita, maometano, muçulmano ou sarraceno. A Jihad O Jihad (ou Jiade) é um dos fundamentos do islã. Significa empenho na buscar e conquista da fé perfeita. Tem dois significados religiosos: a) melhoria do individuo sob as leis do islamismo b) melhoria da humanidade, pelo esforço que os muçulmanos para levar a religião islâmica para um maior número de pessoas. O Jihad pode ser alcançado pelo coração, purificando-se espiritualmente na luta contra o diabo; pela língua e pelas mãos, difundindo palavras e comportamentos que defendam o que é bom e corrijam o errado; ou pela espada, praticando a guerra física. Há interpretações de que no O Alcorão – o livro sagrado do islamismo – existam mais de uma centena de “revelações” de caráter militar ou de guerra. No passado recente, o termo Jihad tomou uma conotação de “guerra santa” desde quando o Aiatolá Khomeini assumiu o controle do Irã, depois de liderar uma revolução contra as ideias e modo de vida do ocidente. De lá para cá outros movimento fundamentalistas têm acentuado esse aspecto: Jihad Islâmica da Palestina, Al-Qaeda (de Osama bin Laden), Taliban, Jihad Islâmica Egípcia, Irmandade Muçulmana etc., e mais recentemente o Estado Islâmico e Boko Haram. Milhares de pessoas já morreram ou mataram em nome de Alá no massacre nas Olimpíadas de Munique, no ataque as torres gêmeas de New York, nos levantes da primavera árabe, nos ataques no metrô de Madri, na Nigéria, no Afeganistão, no Paquistão no Iraque, na Síria e tantos outros lugares e ocasiões. Em muitas desses atentados os alvos preferenciais era cristãos, como denunciou o Papa Francisco durante sua mensagem de Natal, em dezembro passado. Será que tudo isso era desejo do Profeta? _______

 Parte desta matéria foi extraída do livro de autoria do professor Tomislav R. Femenick “Os Escravos: da escravidão antiga à escravidão moderna” (São Paulo: Editora CenaUn, 2003).

(*) Historiador membro da diretoria do IHGRN 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

DE PIRATAS, DE PRINCESAS E DE CANTORAS GOSPEAL - POR EDUARDO GOSSON (*)


EDUARDO GOSSON


 Quando pensávamos que a Monarquia estava extinta no Brasil, eis que encontro na Av. Xavier da Silveira, em Morro Branco, Natal-RN, indícios destes tempos bons que, no Brasil, durou cinquenta anos e foi responsável pela estabilidade política, permitindo a nossa consolidação como Nação. Os piratas que aportaram no RN eram franceses - Jacques Riffoles e suas embarcações que descansavam no Rio Potengi. Hoje, como vizinho, tenho João Maria Pirata que tem apenas um olho. O outro , João Maria Pirata perdeu numa luta com traficantes de cocaína. Traficou dos 13 aos 45 anos. Pertenceu ao grupo de Fernandinho Beira-mar, até que foi tocado pela mão do Espírito Santo. Hoje, João Maria Pirata é o irmão João - servo de Deus. E para não perder o reinado ele cria uma cachorra de nome Princesa. Desde o dia que chegou na vizinhança, late 24 horas sem parar. Para completar temos uma cantora gospeal, esposa do irmão João, que à meia-noite faz o seu show particular, convidando-nos para os braços de JESUS. Promete-nos a Salvação. Decida-se porque JESUS está voltando para pegar a sua igreja. 

 (*) Poeta, presidiu a UBE-RN de 2008-2013

sábado, 31 de janeiro de 2015

CARTA AOS MEUS AMIGOS‏ - EDUARDO GOSSON




CARTA AOS MEUS AMIGOS‏ 

Ações eduardo antonio gosson 16:22 Manter esta mensagem na parte superior de sua caixa de entrada Para: AGUEDAZERONCIO, ALBANISA, ALEXANDRE ABRANTES, ALEXANDRE ATMARAMA, ALEXANDRO GURGEL, ALUIZIOMATIAS, AMAURY MOURA, ANA AMELIA, ANA ANGELICA, ANA ARAUJO, ANA MARIA COCENTINO, ANCHIETAFERNANDES, ANDRE VALERIO SALES, ANGELICA VITALINO, ANGELO MARIO DE AZEVEDO DANTAS, ANISIO MARINHO NETO, ANNA MARIA CASCUDO BARRETO, ANNE CAROLINE, ANTONIO RODRIGUES NETO, ARACELI SOBREIRA BENEVIDES, ARIMA, ARLINDO DE MELO FREIRE, ARMANDO HOLANDA, ARNALDO AFONSO, BENE CHAVES, BETANIA RAMALHO, CAIO ALENCAR, CAIO CESAR MUNIZ, CAIO FLAVIO FERNANDES DE OLIVEIRAES, CAMPELO, CARLOS ADEL TEIXEIRA DE SOUZA, CARLOS HENRIQUE DIAS FIALHO, CARLOS MORAIS DOS SANTOS, CARLOS NEWTON DE SOUZA PINTO, carlos_bezerra47, CARLOSGOMES, CEFAS CARVALHO, CICERO MACEDO, CICERO MACEDO, CID AUGUSTO DA ESCÓSSIA ROSADO, CINTHIA LOPES, CIRO, CLAUDER ARCANJO, CLAUDIA MAGALHAES DE OLIVEIRA, CLAUDIA SANTA ROSA, CLAUDIONOR BARROSO BARBALHO, CLOTILDE SANTA CRUZ TAVARES, CONCEIÇAO FLORES, CONCEIÇÃO MACIEL, CRISPINIANO NETO, CULTURA, DALIAANA CASCUDO ROBERTI LEITE, DAVID LEITE, denisepoetica, DIOGENES DA CUNHA, DIULINDA GARCIA, EDUARDO ANTONIO GOSSON, eduardogosson@tjrn.jus.br, EIDER FURTADO DE MENDONÇA E MENEZES, ELINEÍ ARAUJO DE ALMEIDA, EMMANUEL, ESPEDITO MOREIRA DE MELLO, ESTER DE MORAIS FERREIRA, EVERALDO BOTELHO, FATIMA BEZERRA, FELIX CONTRERAS, FLAUZINEIDE MOURA, FRANCISCO ALVES DA COSTA SOBRINHO, FRANCISCO MARTINS, FRANCISCO RODRIGUES DA COSTA, GEORGE ANTONIO DE OLIVEIRA VERAS, GEORGE LUIZ ROCHA DA CAMARA, Geralda Efigenia, GERALDA EFIGENIA, GERALDO JUNIOR, GERALDO RIBEIRO TAVARES, GIANINE CUNHA COSTA, GILMARA DAMASCENO, GILVANIA MACHADO, GONZAGA CORTEZ, GUTENBERG MEDEIROS COSTA, GUTO GIOVANI DE OLIVEIRA CASTRO, HORACIO DE PAIVA OLIVEIRA, IVAN JUNIOR, IVONCISIO MEIRA DE MEDEIROS, JANIA MARIA SOUZA DA SILVA, JARBAS MARTINS, JOAO BATISTA DE MORAIS NETO, JOSE ADALBERTO TARGINO ARAUJO, JOSE CORREIA TORRES NETO, JOSE DA LUZ COSTA, JOSE DE CASTRO, JOSE FERREIRA DA ROCHA, KACIANNI DE SOUSA FERREIRA, LIACIR LUCENA, LISBETH LIMA DE OLIVEIRA, LIVIO ALVES ARAUJO DE OLIVEIRA, LUCIA HELENA PEREIRA, LUDOVICUS, MAGNUS REGIUS FERREIRA DE ANDRADE, MANOEL MARQUES DA SILVA FILHO, MANOEL PITA, MARCOS CAVALCANTI, MARCOS GUERRA, MARCUS CESAR, MARIA ARISNETE, MARIA AUZERINA DE FREITAS, MARIA DA SALETE PIMENTA, MARIA RIZOLETE FERNANDES, MARIA VENERANDA DE ARAUJO, MARIA VILMACI VIANA DOS SANTOS, MARIZE CASTRO, MAURICIO GARCIA, MDOPERPÉTUO CASTRO, MERY MEDEIROS DA SILVA, MIGUEL JOSINO NETO, MIRANDA SA, MOISES CAMARA, NAIDE GOUVEIA, NAPOLEÃO DE PAIVA SOUSA, NELSON PATRIOTA, ODETE FERREIRA ALVES, ORMUZ SIMONETTI, PABLO CAPISTRANO, PAULO DE MACEDOCALDASNETO, PAULO JORGE DUMARESQ, PAULO PEREIRA DOS SANTOS, PEDRO LINS, PEDRO LINS NETO, PUBLIO OTAVIO JOSE DE SOUSA, RICARDO GOSSON, RINALDO BARROS, ROBERTO COCENTINO, ROBERTO DA SILVA, ROBERTO LIMA DE SOUZA, ROSA RAMOS REGIS DA SILVA, ROSIVALDO TOSCANO, RUBENS AZEVEDO, SEBASTIAO LEITE, SEEC GABINETE, SELMA CALASANS RODRIGUES, SEVERINO VICENTE, SILVINO DOS SANTOS, SILVIOCALDAS, SONIA OTHON, SUELY MENESES, SYLVIA DANTAS, TÁCITO COSTA, TARCISIO GURGEL, TETE BEZERRA, THIAGO GONZAGA, Tomislav Femenick, TOMISLAV RODRIGUES FEMENICK, TV-ASSEMBLEIA, UIRANDYALENCAR, VALDENIDES DIAS, VALERIO MESQUITA, VILMA DA SILVA, VIRGÍLIO FERNANDES, WALTER CID, WODEN MADRUGA, ZE MARTINS CARTA AOS MEUS AMIGOS Meus Amigos: “Sou um homem de combate e paixão: não recuo com facilidade.”(Eduardo Gosson) Tenho enfrentado desde o meu rebaixamento funcional e salarial no Tribunal de Justiça, na administração passada, o inferno econômico que é igual ou pior ao Inferno bíblico. Ao final de cada mês sou obrigado a sortear a quem vou pagar; o resto, ah! Que espere... Lênin já dizia que “A prática é o critério da verdade”. Não adianta dizer e não fazer. E o mundo está cheio de Manelões, conforme bem disse o poeta José Bezerra Gomes. À propósito, cada vez mais o real sem nenhuma ilusão. Dizia um tio-avô que veio do Líbano para o Brasil: “meu sobrinho, essa vida sem ilusão é uma merda”. Sexta-feira passada, dia 30 de janeiro de 2015 mais uma decepção: mediante requerimento da minha situação, endereçado à Diretora Geral do INSTITUTO MARIA AUXILIADORA – IRMÃ MARIA ELIZABET VIEIRA DA COSTA, solicitei uma bolsa de estudo para a minha neta Rebeca que lá estuda há quatro anos + o parcelamento do débito relativo a quatro meses do ano passado, desviados para comprar os remédios para o Mal de Parkinson uma vez que no governo da doutora Rosalba Ciarline faltava constantemente. Ela médica, a saúde um caos. A resposta foi NÃO e não aceitaram a minha proposta de parcelamento em 10 vezes da dívida que hoje gira em torno de R$ 3.000,00. Nesta segunda-feira irei buscar a documentação escolar para procurar outro colégio, agora preferencialmente laico; de hipócritas religiosos estou cheio. Travestidos de cristãos, na verdade amam o dinheiro. Só acredito em Cristianismo de solidariedade. Se não amar o seu próximo não há SALVAÇÃO. A minha igreja com certeza não é essa que está em Roma. A minha igreja é a de Jesus Cristo, que na pratica teve um Dom Helder Câmara, um Dom Pedro Casaldaliga que deixou a sua Espanha e veio para o Araguia, na região Norte do País, organizar índios e posseiros contra um Capitalismo desumano e sem rosto. Após a sua aposentadoria, manifestou o desejo de continuar morando a terra que ele escolheu para viver, amar e servir. A nossa Madre Igreja tentou retirá-lo de lá. Recuaram diante da sua força moral, pois Dom Pedro é hoje um velhinho frágil e doente de Mal de Parkinson; porém homem de muita coragem pois reveste-se da Armadura de Deus e está impregnado do Espírito Santo além de ser um grande poeta. Com a Paz do Senhor, despeço-me aguardando dias mais amenos onde viver seja uma aventura. Só resta os santos, os poetas e Jesus Cristo. Todos eles podem ver na escuridão. 
 Um grande abraço Eduardo 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

NÃO TENHO MEDO DA MORTE! - CARLOS COSTA FILHO


http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2015/01/nao-tenho-medo-da-morte-para-carlos.html 


 Como as árvores que perdem as folhas para que outras possam nascer e ocupar o lugar daquelas que se foram ao chão e faleceram porque tinham certeza que outra folha ocuparia seu lugar, assim também estou seguindo para deixar minha última folha cair, sem qualquer medo da morte porque essa é a ordem natural da vida: uma coisa precisa morrer para outra nascer e ocupar seu lugar. Já plantei minha semente. Espero, desejo e tenho fé que produzirá bons frutos. Mas ainda é só um adolescente de 17 anos. Fomos juntos, a decisão do jogo Flamengo X São Paulo, no último dia 25/01/2015, na Arena da Amazônia, levado pela primeira vez pelas mãos do meu filho. Na portaria, fui impedido de entrar com meu depósito de água para tomar remédios. Carlos Filho, mais alto que eu, tirou meu chapéu, chamou a atenção para a falta de meus dois lados do crânio e me defendeu. Entrei com a minha água! Lembrei do poema de Gibran Khalil, falando sobre filhos, que disse: “teus filhos não são teus filhos/são filhos e filhas da vida, anelando por si própria/Vem através de ti mas não são de ti/E embora estejam contigo, a ti não pertencem/Podes dar-lhes amor(...)Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas (...)Tu és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são disparados.../Que tua inclinação na mão do arqueiro seja para alegria”. Se não fiz tudo o que diz esse poema, pelo menos estou tentando fazer o que posso, cumprindo meu papel de arqueiro e desejando que meu arco se incline na minha mão de forma correta. Não transfiro minhas ideias ao meu filho, lhe dou liberdade e percebi que já as usa com seu próprio pensamento e toma a decisão que o momento lhe exige. Tive a certeza que poderei partir feliz porque meu filho me dará orgulho no futuro, mesmo que não seja ou esteja presente em sua vida, horando meu nome e de seu avô materno, advogado e político Francisco Guedes de Queiroz, que faleceu pobre mesmo depois de 26 anos seguidos de mandatos parlamentares, como eu também não obtive riquezas materiais; somente intelectuais. Como o arco meio quebrado, lentamente subi as escadas da Arena da Amazônia, segurando o corrimão da escada e vislumbrei sua beleza pela primeira vez. Estava me sentindo como se meu filho fosse meu pai, cuidando de mim com todo o carinho, me abanando no calor e perguntando a todo momento se eu me sentia bem. Caminho rumo à morte, com Deus no coração. Não temo a morte porque serei feliz, mas temo os vivos que matam em nome de um Deus que é de todos, de um Estado que acham que o certo, promovem barbaridades em nome crenças que entendem ser a mais correta. Enfim, temo mais aos vivos do que aos mortos, porque os mortos não fazem mal a ninguém e vivem felizes. Me penitencio em nome da religião católica. A religião católica, em períodos de sua história impôs também métodos de terror: as Cruzadas, a Inquisição e, mais tarde, Os Cavaleiros Templários, perseguindo e convertendo gentios pela cruz e pela espada. Tomo banho ouvindo pela janela do banheiro, o grito dos periquitos em uma árvore. Os ouço bem, mas não entendo o que dizem porque ainda não aprendi a entender a linguagem dos animais, como fazia São Francisco de Assis, que conversava com pássaros e outros animais e se fazia entender e entendia no que lhe diziam. Queria eu, ao menos, entender o que querem os homens de preto que degolam pessoas, protestam e matam, impondo o terror, já que não consigo ser e nunca serei como São Francisco de Assis! Nem isso consigo entender, embora tente encontrar uma lógica se é que existe alguma lógica em quem impõe o terror pela força! A vida, hoje, é uma mera banalidade e uma moeda de troca nas mãos dos fanáticos, sem Deus em seus corações. Pessoas morrem e matam por nada, são individualistas, não pensam no todo, esquecem que ninguém consegue viver isolado em seu próprio mundo e precisa ser gregário, viver em espaços comunitários e respeitar o direito dos outros para ter seus direitos respeitados. Assim é a vida, mas assim não será a morte para quem tem fé e pratica a palavra de Deus! Sou católico, mas não recuso ouvir a palavra de Deus e conhecer os ensinamentos doutrinários da Bíblia! Também convivo bem e aceito todas as religiões; não o radicalismo em nome de qualquer que seja a crença religiosa. Nascer é uma batalha porque para se ganhar a vida, a pessoa, mesmo em forma de esperma, tem que derrotar várias outras vidas para atingir o óvulo, ser fecundado, passar nove meses espremido em uma placenta para, por fim, ganhar a vida. Viver também não é fácil, mas ser feliz o é porque a felicidade sempre esteve ao nosso lado, mas não sabemos como procurá-la porque queremos sempre mais e mais, somos egoístas, queremos tudo só para nós, impondo sem muita criticidade e análise o que achamos ser o certo. Pode até ser certo para nós, mas pode não ser para todos e a vida é coletiva e não individual.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

COMBATE ÀS TREVAS – 36 - POR EDUARDO GOSSON (*_)



EDUARDO GOSSON

 É lamentável vermos o ex-presidente Lula e a presidente Dilma implorando ao Governo da Indonésia para que Marco Acher não fosse fuzilado. Ora, as leis naquele longínquo país são duras e, não tem, a elasticidade das nossas. Toda ação corresponde uma reação, isso a dialética nos ensina. Quando o senhor Marco começou a traficar não pensou nestes aspectos. E o mesmo sabia que o tráfico é crime hediondo e, que, lá não tem o jeitinho brasileiro (leia-se sacanagem brasileira). Lá o jogo é pesado e o negativo é esmagado. Lá não tem “intelectual progressista” para fazer proselitismo midiático em nome dos Direitos Humanos. Faço essas advertências porque me sinto- na obrigação de alertar as pessoas, sobretudo os jovens: em 26.05.2012, portanto há dois anos e cinco meses, perdi um filho com 28 anos de idade – FAUSTO GOSSON para as drogas e que está fazendo uma falta que ninguém poderá suprir. O Brasil precisa urgentemente fazer uma revisão em nossas leis penais. O argumento de que a pena de morte hoje é para pobres é uma falácia. Traficante, estuprador e pedófilo não faz falta a humanidade. Destroem os nossos filhos e filhas e vão embora. Essas ONGs, que defendem os canalhas, deveriam criar um serviço de consolação para os familiares e não conversando besteira. Na Era da INTERNET não existe mais pessoas inocentes. Os tabletes, os netbooks, os notebooks, os AIFONES, os AIPODES, entre outros, rasgaram o Véu da Inocência nos deixando nus.

 (*) é poeta. Presidiu a UBE-RN de 2008-2013

CAUDER ARCANJO CONVIDA PARA OS AUTÓGRAFOS DO SEU LIVRO - UMA GARÇA NO ASFALTO.

CLAUDER ARCANJO

Caros amigos e amigas: Estarei nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro de 2015, a partir das 19h, autografando o meu livro de crônicas UMA GARÇA NO ASFALTO (LetraSelvagem), em Natal-RN. O evento dar-se-á na Livraria Nobel, na Avenida Salgado Filho. Espero contar com a presença de vocês. Deste escrevinhador provinciano, 

Clauder Arcanjo



SERVIÇO: DIA 29-01-2015
HORA: A PARTIR DAS 19 HS
LOCAL: LIVRARIA NOBEL DA AV. SALGADO FILHO


APOIO: UBE/RN