quarta-feira, 24 de abril de 2013

"MADAME COLETTE", O NOVO LIVRO DA AUTORIA DE CAIO FERNANDES, SERÁ AUTOGRAFADO EM 26-04, ÀS 18 HORAS, NO IATE CLUBE DE NATAL.

CAIO FLÁVIO FERNANDES


COVITE DA UBE/RN E IHG/RN

Por Eduardo Gosson 

 Médico por profissão (dermatologista), professor aposentado da UFRN, Caio Fernandes de Oliveira é oriundo de uma linhagem nobre: sobrinho do poeta Jorge Fernandes, introdutor do Modernismo em terras potiguares. 
CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA fez sua estréia literária com Amnésia Estratégica, em1983, Edições Clima, sendo bem recebido pelos leitores e pela crítica especializada. Com mais de 7 livros publicados na área da ficção e um na pesquisa histórica o IHGRN- História e Acervo (2005) em parceria com a confreira Arisnete Câmara, o que sobressai na sua escrita é a sua filiação aos clássicos da Literatura. As suas estórias tem começo, meio e fim e são bem escritas. Moderação no uso dos adjetivos. 
Essas breves considerações são para dizer que CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA é um Escritor de verdade que, agora, resolve nos brindar com um novo romance - Madame Colette-, ambientado na Ribeira, no período da Segunda Guerra Mundial . Sou testemunha de o seu fazer literário: detalhista, é capaz de escrever e reescrever quantas vezes for necessário para melhor traduzir uma ideia, um sentimento . Um bom Autor nos prende logo quando solta o verbo: “ A seca que castigava o sertão era implacável e distribuía miséria por todo lado. Com o pasto tórrido e os açudes secos, o rebanho fora quase todo dizimado e as crianças estavam esqueléticas e apáticas.. Foi nessa leva de deserdados, vítimas do rigor climático e do latifúndio, que veio Imaculada, que mais tarde se transformaria em Madame Colette, personagem central deste romance.. Veja como o Autor descreve Natal dos anos 40: “ A cidade era pequena e bem urbanizada, com largas avenidas cortando o seu traçado longitudinal e pequenas ruas no sentido transversal. As construções eram planas, com pouca verticalização e muita arborização nas ruas e nas residências. O clima era agradável e ameno, com uma brisa fresca e permanente vinda do Atlântico que ultrapassava as dunas e ocupava todo o seu espaço.” É neste cenário bucólico, transformado pela Segunda Guerra, com a presença de tropas americanas, que se desenvolve a trama deste romance. Da jovem ingênua que veio fugindo da seca não restava mais nada; agora, Imaculada se transformara em Madame Colette: “ observou-os enquanto se dirigiam para o quarto. Pensou nela quando jovem e nas perspectivas que poderia ter tido na vida se alguém tivesse lhe orientado nos momentos difíceis e imaturos da adolescência. A guerra e a presença de tropas americanas na pequena cidade modificaram completamente os hábitos e os costumes provincianos, inoculando a semente inicial da degradação do tecido social motivada pela identificação psíquico-patológica e não social e familiar, como tinha sido até então. A velha cafetina sentia as mudanças promovidas pela ocupação militar e lucrava com isso. Pretendia acumular dinheiro e bens para ter uma velhice tranquila, longe da tensão e do desgaste da vida mundana.”
 Madame Colette sabe tudo sobre os habitantes e personagens desta cidade.Para ser cafetina é preciso ter os nervos de aço e vender a alma ao Diabo. A sua prosa não cansa e nos prende até o fim.
 De parabéns o Dr. Caio ao trazer mais uma obra ficcional para os leitores, volume 5, da Coleção Bartolomeu Correia de Melo (prosa), selo editorial Nave da Palavra da União Brasileira de Escritores.
 Eis aqui um grande Escritor.

LEGALIDADE E CONSTRANGIMENTO - POR FRANCISCO JADIR FARIAS PEREIRA - ADVOGADO.



LEGALIDADE E CONSTRANGIMENTO.

 Ontem, 22/04/2013, tive a desagradável experiência de sofrer grave constrangimento em um dos hipermercados (pertencentes a uma das redes internacionais que operam em Natal/RN). Ao entrar naquela casa, minha filha, Julyana, portadora de deficiência física - paralisia cerebral - e cadeirante, necessitando de um carrinho elétrico para locomoção solicitou a utilização do scooter disponibilizado pela empresa a com necessidades especiais. A empresa exigiu a entrega de documento de identidade e o reteve, como garantia, até a devolução do dito veículo, contrariando o que dispõe a Lei 5.553/68, alterada pela Lei 9.5563/97. Será que por ser pertencente a um grupo multinacional tal empresa se considera acima das nossas leis?? Mas, não ficou por aí! Após as compras, por volta das 12:30 horas, ao entregar o carrinho, a minha filha solicitou a devolução da Carteira ilegalmente retida pelo funcionário do hipermercado. Este, após algum tempo, simplesmente declarou a Julyana que a dita carteira havia sumido, desaparecido, extraviada... Julyana, por ser uma pessoa especial, não teve como se defender e me ligou, chamando (já estava no estacionamento à sua espera). Ao chegar na recepção do tal hipermercado, encontrei o funcionário tentando convencer minha filha a ir para casa e providenciar uma outra via do documento, que oportunamente a empresa indenizaria os custos de nova emissão... Muito cômoda tal posição... eu afirmei ao empregado que não se tratava de dinheiro, e sim, da devolução de um importante documento, indevidamente retido e extraviado pela empresa ou seus prepostos e que poderia ser utilizado indevidamente por outrem, causando inestimáveis prejuízos, e responsabilidades ao proprietário da carteira, como se vê usualmente nos noticiários. Solicitei, como forma de comprovação do ocorrido, uma declaração de que a empresa havia retido e extraviado a identidade de julyana, o que foi peremptóriamente negado pelos funcionários. Daí então formou-se o jogo de “empurra”, vieram novos funcionários, sempre tentando nos convencer a aceitar voltar para casa sem a carteira e com a promessa de restituir o valor de uma eventual reposição da identidade “extraviada”. Em torno disso fiquei das 12:30 até as 15:30 h, na entrada do hipermercado, rodeado por funcionários daquela casa, e chamando a atenção dos passantes, como se eu fosse um marginal e tivesse cometido algum delito, sofrendo grave constrangimento. Sem outra solução, solicitei a presença da Polícia que prontamente enviou uma patrulha e, após alguma conversa, fomos todos (julyana, eu, os policiais e representantes da empresa) a uma Delegacia de Polícia onde registraria um Boletim de Ocorrência. Ao chegar na Delegacia, como por encanto, apareceu a Carteira de Identidade de Julyana, com uma desculpa de que havia sido entregue a outra pessoa. Convenhamos que foi muita coincidência, o aparecimento da desaparecida CI, somente na Delegacia de Polícia. Concluído o Boletim de Ocorrência voltamos para casa, constrangidos e humilhados, sem qualquer atenção por parte de qualquer gerente ou funcionário do dito hipermercado. Ficamos, eu, maior de 60 anos, cardiopata e me restabelecendo de uma angioplastia recente (início de abril corrente) e minha filha, deficiente física, do meio dia até as 17:00 h envolvidos nesse embrólio, sendo alvo de olhares de censura de outros clientes da empresa, sem, almoçar, lanchar ou nos oferecerem um reles copo de água, ou um simples pedido de desculpas. Pelo transtorno tive que solicitar assistência médica e Julyana, pela condição de portadora de paralisia cerebral, teve que solicitar assistência psicológica, pois ao se ver envolvida com policiais, passou a noite em claro, assustada, traumatizada. Esse é o tratamento que recebemos como clientes desse estabelecimento que, sob o manto do poder econômico impõe suas regras, ao arrepio das nossas leis.

 Fica o nosso protesto. 

 Francisco Jadir Farias Pereira
 Advogado

sexta-feira, 19 de abril de 2013

ENCONTRO COM A POESIA: KONSTANTINOS KAVÁFIS - POR HORÁCIO PAIVA.


HORÁCIO PAIVA

ENCONTRO COM A POESIA: KONSTANTINOS KAVÁFIS (Por Horácio Paiva)

 Konstantinos Kaváfis tinha nacionalidade grega, mas nascido em Alexandria, Egito, oriundo da numerosa colônia grega ali estabelecida. É considerado, por muitos, o maior poeta grego dos tempos modernos (entretanto, lembremo-nos: temos, também - façamos justiça -, Níkos Kazantzákis, outro poeta de grande notoriedade internacional e excelente romancista, autor de obras memoráveis como “Zorba, o Grego” e “O Cristo Recrucificado”). Em vida (e viveu 70 anos) era praticamente ignorado em sua terra e não publicou nenhum livro, embora tenha divulgado vários de seus poemas através de folhas mimeografadas, distribuídas entre os amigos, dois opúsculos que chegou a organizar e em jornais e revistas culturais. Seu único livro, com 154 poemas, foi postumamente publicado em 1935. Morrera em 1933, no dia de seu aniversário (29 de abril), na mesma Alexandria em que nascera, em 1863. Conheci alguns desses belos poemas em princípio da década de 1980. A propósito, aconteceu, comigo, um fato interessante. Encontrando-me, em 1987, em São Paulo, e entusiasmado pelos primeiros poemas que lera, procurava a sua obra poética (que havia sido traduzida por José Paulo Paes), quando, numa das livrarias da Avenida Paulista, indaguei sobre o livro. O livreiro não o conhecia. Alguém, certamente um intelectual paulista, que não recordo o nome, repreendeu o livreiro: “Como você não conhece o maior poeta grego da modernidade?!”. Noutra livraria, porém, adquiri a obra que me causava tanta expectativa. No poema que ora transcrevo (e que me parece um de seus pontos altos), traduzido por José Paulo Paes, Kaváfis ensina o caminho estóico. Afinal, ter a grandeza de saber perder também significa estar com a verdade, em oposição ao ilusório, por mais que este nos envolva e adquira o significado de algo maior. KONSTANTINOS KAVÁFIS (n. 29/04/1863, Alexandria; m. 29/04/1933, Alexandria): O DEUS ABANDONA ANTÔNIO Quando, à meia-noite, de súbito escutares um tiaso invisível a passar com músicas esplêndidas, com vozes - a tua Fortuna que se rende, as tuas obras que malograram, os planos de tua vida que se mostraram mentirosos, não os chores em vão. Como se pronto há muito tempo, corajoso, diz adeus à Alexandria que de ti se afasta. E sobretudo não te iludas, alegando que tudo foi um sonho, que teu ouvido te enganou. Como se pronto há muito tempo, corajoso, como cumpre a quem mereceu uma cidade assim, acerca-te com firmeza da janela e ouve com emoção, mas ouve sem as lamentações ou as súplicas dos fracos, num derradeiro prazer, os sons que passam, os raros instrumentos do místico tiaso, e diz adeus à Alexandria que ora perdes. (Tradução de José Paulo Paes)

ASSEMBLÉIA GERAL DA UBE/RN, EM 18-04, DIA DO LIVRO INFANTIL DEDICADO A MONTEIRO LOBATO.

DIA DO LIVRO INFANTIL - NOTA DA UBE-RN 


MONTEIRO LOBATO 
O GRANDE HOMEM BRASILEIRO 
EDUARDO GOSSON
PRESIDENTE DA UBE/RN 
LIVIO OLIVEIRA
AUTOR, ENTRE OUTROS, DO FABULOSO "TEOREMA DA FEIRA" 
 GEORGE VERAS, JANILSON DIAS DE OLIVEIRA E CARLOS GOMES.
MANOEL MARQUES FILHO, EDUARDO GOSSON, LÚCIA HELENA E LIVIO OLIVEIRA 
GEORGE VERAS AUTOR DE "PATRONOS ESCOLARES" DO RIO GRANDE DO NORTE.
DR. CARLOS GOMES - A GRANDE FIGURA LITERÁRIA E JURÍDICA  
PRESENÇAS 
MANOEL MARQUES FILHO



DIA DO LIVRO INFANTIL - NOTA DA UBE-RN 

A União Brasileira de Escritores - UBE-RN vem lembrar que ontem, dia 18, foi comemorado em todo o Brasil, "O Dia do Livro Infantil" e do nascimento do escritor Monteiro Lobato, criador de inúmeros personagens que se incorporaram ao imaginário cultural brasileiro, como tia Anastácia, imortalizada no Sítio do Pica Pau Amarelo. 
 Por outro lado, se congratular com diversas entidades da sociedade civil, que ao longo desta última década vem se preocupando com as atividades do livro e da leitura, impulsionando o Poder Público a elaborar os Planos do Livro e da Leitura, que agora começam a sair do papel,nas esferas Federal, Estadual e Municipal. 
Natal-RN, 18 de abril de 2013 
 Presidente: Eduardo Antonio Gosson 
 1º Vice-Presidente: Jurandyr Navarro da Costa
 2ª Vice-Presidente: Anna Maria Cascudo Barreto Secretário-Geral: Manoel Marques da Silva Filho, 
 1º Secretário: Paulo Jorge Dumaresq Madureira
 2º Secretário: Francisco Alves da Costa Sobrinho 
 1º Tesoureiro: Jania Maria Souza da Silva 2º Tesoureiro: Aluizio Matias dos Santos Diretor de Divulgação: Lucia Helena Pereira 
 Diretor de Representações Regionais: Joaquim Crispiniano Neto 
 Diretor Jurídico: Carlos Roberto de Miranda Gomes


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José Bento Renato Monteiro Lobato (nasceu em Taubaté, 18 de abril de 1882 e faleceu em São Paulo, duia 4 de julho de 1948).
Foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX, importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A TRAVESSIA DE CARLOS FREIRE - CRÔNICA DE HORÁCIO PAIVA.



HORÁCIO PAIVA



Carlos Freire de Souza: este o meu amigo que, dormindo, atravessou a madrugada de Cotovelo, em 11 de abril de 2013, em direção à noite maior.

A hora não se sabe ao certo. Todos dormiam. Marlene também dormia, e não o viu partir. Mas algo me diz que foi na hora da Alba, quando a Estrela d’Alva procura o sol nascente e o anuncia sobre o mar.

Depois, todos acordamos para as ilusões de mais um dia. Menos ele, já transformado em súdito eterno da Verdade.

Carlos Freire, titular de inúmeros amigos em Natal e alhures, se fora, assim, como um passarinho, num simples bater de asas, silenciosamente, sem despedidas inúteis, como na certeza de nos esperar na unidade, em Deus.

A surpresa, o impacto, o alvoroço, a dor agitaram a manhã e a Torre Amarela, onde morava. Às 7, quando me chamaram na Torre Azul - do mesmo condomínio que tem nome e cheiro que lembram o mar, Corais -, eu traduzia um poema de São João da Cruz, dos mais sublimes da literatura espanhola: “Noite Escura” (“Noche Oscura”), onde o poeta descreve o encontro da Alma com Deus. Corro ao seu apartamento, vejo-o deitado em sua rede, o rosto sereno, sem qualquer sinal de contração ou dor. Abraço-o, e aquela emoção, associada à atmosfera de espiritualidade do poema de São João da Cruz, ganha dimensões transcendentais.

E ainda porque a notícia chegou-me à altura em que escrevia a seguinte nota: “A alma encontra em Deus a união perfeita: a Verdade (e nela, a salvação e a beleza), que se opõe às ilusões do mundo secular e material. Não há dúvidas que a beleza, na harmonia de seus aspectos intrínsecos e extrínsecos, é irmã da Verdade: a exatidão, a perfeição. E na noite escura da alma, no caminho que leva ao Amado, a Amada é guiada pela luz da certeza, mais clara que a luz do meio-dia...”

O acontecimento, súbito, fez-me dedicar a ele a tradução que fiz.

As coincidências (ou seriam aspectos de um mesmo diálogo espiritual?), continuaram a ocorrer. Dirigindo-me ao velório, onde assistiria a missa de corpo presente, ouvia, em meu carro, um disco de salmos, entoados por monges, em canto gregoriano. No longo percurso, várias vezes repeti o salmo 22 (23), o meu preferido, e que também era cantado na missa que já tivera início quando cheguei.

E depois, a missa de 7º. dia, na Igreja São João, com nome igual ao do santo que redigira o famoso poema...

Dou testemunho perante Deus e os homens, sobre esse velho amigo

Pondo em relevo a ética em suas atitudes cidadãs, Carlos era um parceiro do bem. Embora o havendo conhecido ainda jovem, esse conceito firmou-se sobretudo quando, juntos, participamos de alguns movimentos de cunho social: na Caixa Econômica, na luta pelo reconhecimento profissional de seus funcionários como bancários e pela jornada de seis horas (eu, embora do Banco do Brasil, era o presidente do Sindicato dos Bancários do RN, à época); no Condomínio Corais de Cotovelo, nas batalhas pela moralização administrativa da entidade. Mas aqui há que destacar-se, também, o seu senso de humor. Quando o seu nome era sugerido para síndico, respondia sempre: “Não. Não tenho tempo, sou aposentado!”

A honestidade, sempre a demonstrou. Exerceu a função de caixa na CEF por longos anos, com dignidade. Costumava dizer que seu pai, Rafael, não tendo dinheiro para depositar em bancos, pusera os filhos. De fato, vários deles foram bancários, inclusive Jaime Freire, outro amigo pessoal. E mesmo fora da vida profissional, portou-se corretamente. Pautava-se pela Verdade. Não era homem de mentiras e sempre procurava cumprir os seus compromissos.

Mas a maior de suas virtudes era o amor. Fez muitas amizades. Mesmo quando, às vezes, se exaltava, corrigia-se depois, com ternura.

Dizem os textos sagrados que, ao morrer, seremos questionados sobre o amor, tal a sua importância para a nossa salvação. “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, ensinava Jesus, que também asseverava: “Terás um tesouro maior no céu”.

No diálogo socrático “Timeu”, de Platão, lê-se que o tempo é uma imagem móvel da eternidade.

Há um pensamento, ou descoberta, de Santo Agostinho, que estou sempre a repetir: não existe o tempo para Deus, que se expressa na eternidade. Dessa forma, essa eternidade contém o que imaginamos como passado e que, no entanto, permanece.

Assim podemos concluir, pela revelação, e com alegria, que o nosso amigo Carlos Freire, na unidade em Deus, vive em sua eternidade.


(Horácio Paiva. Poeta.
E-mail: horacio_oliveira@uol.com.br)

domingo, 14 de abril de 2013

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES - UBE/RN - EDITAL DE CONVOCAÇÃO.




UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES - UBE/RN

Edital para Assembléia Geral Extraordinária



Fica Vossa Senhoria convocado a comparecer à Assembleia Geral Extraordinária da UBE-RN às 16h, do dia 18 de Abril (quinta-feira), em primeira convocação e às 16h30 em segunda convocação conforme preceitua o artigo 14, parágrafo 2, letra d, do Estatuto, com a finalidade de apreciar e deliberar sobre a seguinte 

ORDEM DO DIA:

1. Reforma estatutária
Artigos a serem modificados: 5ª, parágrafo 1º; art. 12; art 15;art.16 – c; art.20;art.26 e art. 28.

Local: Academia Norte-Rio-Grandense de Letras à Rua Mipibu, 443 - Petrópolis
Data: 18 de Abril de 2013 (quinta-feira)
Hora: 16h - 1ª Convocação e 16h30 em 2ª

Eduardo Antonio Gosson
Presidente

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A UBE ANUNCIA OS AUTÓGRAFOS DO DR. CAIO FLÁVIO FERNANDES, DIA 26 DO CORRENTE, ÀS 18 HORAS, NO IATE CLUBE DE NATAL, BRINDANDO-NOS COM UM NOVO ROMANCE: MADAME COLETTE.


 
CAIO FLÁVIO FERNANDES



AUTOR: CAIO FLÁVIO FERNANDES
DATA: 26 DE ABRIL DE 2013
LOCAL: IATE CLUBE, VIZINHO AO PRÉDIO DA RAMPA
HORA: 18h
Coleção Bartolomeu Correia de Melo, vol. 05, selo editorial NAVE DA PALAVRA
GÊNERO:ROMANCE
ORELHAS DE EDUARDO GOSSON
PREFÁCIO DE WODEN MADRUGA



Médico por profissão (dermatologista), Professor Aposentado da UFRN, CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA é oriundo de uma linhagem nobre: sobrinho do poeta Jorge Fernandes, introdutor do Modernismo em terras potiguares.
 CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA fez sua estréia literária com Amnésia Estratégica, em 1983, Edições Clima, sendo bem recebido pelos leitores e pela crítica especializada. Com mais de 7 livros publicados na área da ficção e um na pesquisa histórica o IHGRN- História e Acervo (2005) em parceria com a confreira Arisnete Câmara, o que sobressai na sua escrita é a sua filiação aos clássicos da Literatura. As suas estórias tem começo, meio e fim e são bem escritas. Moderação no uso dos adjetivos. Essas breves considerações são para dizer que CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA é um Escritor de verdade que, agora, resolve nos brindar com um novo romance- Madame Colette-, ambientado na Ribeira, no período da Segunda Guerra Mundial . Sou testemunha de o seu fazer literário: detalhista, é capaz de escrever e reescrever quantas vezes for necessário para melhor traduzir uma ideia, um sentimento . Um bom Autor nos prende logo quando solta o verbo: “ A seca que castigava o sertão era implacável e distribuía miséria por todo lado. Com o pasto tórrido e os açudes secos, o rebanho fora quase todo dizimado e as crianças estavam esqueléticas e apáticas.. Foi nessa leva de deserdados, vítimas do rigor climático e do latifúndio, que veio Imaculada, que mais tarde se transformaria em Madame Colette, personagem central deste romance.. Veja como o Autor descreve Natal dos anos 40: “ A cidade era pequena e bem urbanizada, com largas avenidas cortando o seu traçado longitudinal e pequenas ruas no sentido transversal. As construções eram planas, com pouca verticalização e muita arborização nas ruas e nas residências. O clima era agradável e ameno, com uma brisa fresca e permanente vinda do Atlântico que ultrapassava as dunas e ocupava todo o seu espaço.” É neste cenário bucólico, transformado pela Segunda Guerra, com a presença de tropas americanas, que se desenvolve a trama deste romance. Da jovem ingênua que veio fugindo da seca não restava mais nada; agora, Imaculada se transformara em Madame Colette: “ observou-os enquanto se dirigiam para o quarto. Pensou nela quando jovem e nas perspectivas que poderia ter tido na vida se alguém tivesse lhe orientado nos momentos difíceis e imaturos da adolescência. A guerra e a presença de tropas americanas na pequena cidade modificaram completamente os hábitos e os costumes provincianos, inoculando a semente inicial da degradação do tecido social motivada pela identificação psíquico-patológica e não social e familiar, como tinha sido até então. A velha cafetina sentia as mudanças promovidas pela ocupação militar e lucrava com isso. Pretendia acumular dinheiro e bens para ter uma velhice tranqüila, longe da tensão e do desgaste da vida mundana.” Madame Colette sabe tudo sobre os habitantes e personagens desta cidade.Para ser cafetina é preciso ter os nervos de aço e vender a alma ao Diabo. A sua prosa não cansa e nos prende até o fim. De parabéns o Dr. Caio ao trazer mais uma obra ficcional para os leitores, volume 5, da Coleção Bartolomeu Correia de Melo (prosa), selo editorial Nave da Palavra da União Brasileira de Escritores.
Eis aqui um grande Escritor.

 Eduardo Gosson - presidente da UBE-RN.