terça-feira, 18 de novembro de 2014

REBECA, MULHERES E CAMELOS - EDUARDO ANTÔNIO GOSSON.

EDUARDO ANTÔNIO GOSSON
 
REBECA GOSSON

REBECA, MULHERES E CAMELOS
 Por Eduardo Gosson(*) 

 A mulher é um ser de alta complexidade. Há um ditado em árabe que diz que o advogado das mulheres suicidou-se. Sucumbiu às pressões. Vamos aos fatos:

 Minha primeira neta, hoje com dez anos, quando nasceu ganhou um poema chamado Canção para Rebeca Jamyle. Ao final digo: Deixam que eu te encha de ternura e camelos/porque jovem graciosa/os dias e as noites agora terão mais brilho. 

Esta semana saiu-se com a seguinte pergunta: -Vovô, ternura o senhor tem muita. Mas... cadê os camelos?

(*) É poeta. Presidiu a UBE-RN de 2008 a 2013

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

DILEMA BIPOLAR: CANDIDATA OU PRESIDENTE - AUTORIA DE TOMISLAV R. FEMINICK.



Dilema bipolar: candidata ou presidente

Uma pergunta que ultimamente me tenho feito é esta: quem vai governar o Brasil nos próximos meses? A Dilma que na campanha política prometeu mundos e fundos de bondades ou a presidente que herda dela mesmo um país com a economia em frangalhos? Sim, porque o panorama não está nada bom e desta vez a herança é maldita mesmo. Teremos a doçura da Branca de Neve ou a carga de maldades da bruxa, sua madrasta? Vamos começar pela trindade cujos preços foram represados no período pré-eleitoral: juros, derivados de petróleo e energia elétrica. Os juros já subiram, o aumento do preço da energia (em torno de 20%) já foi autorizado para o Rio de Janeiro e outros Estados e logo-logo atingirá todo o país e, finalmente, o aumento do preço da gasolina e do diesel já foi autorizado. Tudo isso leva ao crescimento dos custos de produção na agricultura, na indústria e no comércio que, fatalmente, serão repassados aos consumidores. O resultado será uma inflação muito maior que a anunciada pelo governo. E quem vai pagar o pato é o povo. Mais há outras nuvens negras no horizonte. As contas do governo federal estão no vermelho. De janeiro a setembro a diferença acumulada entre o total da arrecadação e os gastos ficou negativa em R$ 15,7 bilhões, o pior rombo da história recente da República. Para cobri-lo o governo Dilma terá que aumentar o endividamento público, tomando dinheiro no mercado financeiro, forçando novas altas dos juros, o que provocará mais inflação. A outras opção seria recorrer às reservas internacionais. Mas ai também há problemas. Em outubro a balança comercial (exportações menos importações) apresentou o pior resultado desde 1998, o que elevou o saldo negativo acumulado no ano para US$ 1,871 bilhão. Uma característica do governo federal tem sido recorrer a métodos não ortodoxos para registrar suas contas, inventando uma “contabilidade criativa” que esconde os resultados que não lhes sejam favoráveis. Mas, contra a realidade, não há criatividade que resista por muito tempo. Fora dos palanques de reeleição, a presidente Dilma terá que tomar medidas amargas se não quiser que sua gestão desande de vez. Certamente não é por vontade própria da “gerente competente” que o retrato do seu governo se destaca por obras inacabadas, por promessas não cumpridas: a construção das hidroelétricas em passo de cágado, a transposição do Rio São Francisco e as construções de ferrovias desaceleradas, as creches e as moradias populares (ótimas iniciativas) em número bem menor do que o prometido, a revitalização da indústria naval abortada, por todo o país há esqueletos de obras inacabadas e o trem-bala morreu de morte natural. Por essas e outras é que o governo escondeu os dados do IPEA-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e só agora, passadas as eleições, é que divulgou o aumento do numero de brasileiros em condições de miséria. No ano passado existiam 10,08 milhões de miseráveis, 370 mil a mais que no ano anterior. Esses 10.080.000 de brasileiros são aqueles que ganham até R$ 77,00 por mês. Divulgar esses fatos não é “canto de Cassandra”. É alertar a sociedade para o que pode acontecer. Leiam bem, “o que pode acontecer”. Nós economistas não temos bola de cristal e não tentamos fazer adivinhações sobre o futuro. Não acreditamos em leitura da sorte nas linhas das mãos ou nas cartas de tarô, não jogamos búzios e não somos profetas, pitonisas ou adivinhos de qualquer espécie. Nós apenas aprendemos a ler as estatísticas e os indicadores e a evidenciar vieses e tendências do comportamento das organizações e da sociedade. Não temos culpa quando o céu está escuro e nem temos o credito pelas cores do arco-íris.

 TOMISLAV R. FEMENICK – CONTADOR, MESTRE EM ECONOMIA E HISTORIADOR. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A ACLA - ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES "PEDRO SIMÕES NETO" -TERÁ REPRESENTAÇÃO NO VI EPE, EM MESA REDONDA, DIA 30-10, COM A PARTICIPAÇÃO DA PROFª MARIA DAS GRAÇAS BARBALHO BEZERRA TEIXEIRA.


MARIA DAS GRAÇAS BARBALHO BEZERRA TEIXEIRA

Meus caros confrades e confreiras:

 É com imensa satisfação que comunicamos a participação da ACLA, no VI ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – VI EPE, que ocorrerá durante os dias 29, 30 e 31 de Outubro de 2014. A nossa Academia será representada pela Acadêmica Maria das Graças Barbalho Bezerra Teixeira, que debaterá o tema "O papel das Academias na difusão da Literatura Potiguar”, em mesa redonda com os intelectuais Diógenes da Cunha Lima (Academia Norteriograndense de Letras), Cícero Macedo (Academia Macaibense de Letras) e Zelma Furtado, tendo como Moderadora Conceição Maciel. O evento será realizado às 10:00 hs do próximo dia 30/10 (quinta-feira). Rogo aos confrades um esforço no sentido de comparecer ao evento, suso referido, para que possamos mostrar a unidade da nossa Academia. 

 Atenciosamente

 Emmanuel Cristóvão de Oliveira Cavalcanti 
Presidente da ACLA.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

NOVO GOVERNO, VELHOS PROBLEMAS - POR TOMISLAV R. FEMINICK.



TOMISLAV R. FEMINICK

NOVO GOVERNO. VELHOS PROBLEMAS
O S - ARTIGO DE TOMISLAV R. FEMINICK

O próximo presidente da República, ele ou ela, terá muitos, imensuráveis, problemas pela frente. Convenhamos, não é fácil administrar um país com tantas diversidades como o nosso. Somos complicados, como complicados são os países com extensão que mais parecem continentes. A nossa terra tem regiões com características totalmente diferentes. A exuberância da floresta amazônica contrasta com o raquitismo da caatinga nordestina; as noites frias do inverno de Santa Catarina e das serras gaúchas são um contraponto para o calor escaldante de Cuiabá e do Piauí, no período de verão; às vezes temos, ao mesmo tempo, seca no Nordeste e em São Paulo e enchentes no Norte e Centro Oeste. Se assim é nossa geografia, mais complicada ainda é nossa composição como nação. Tomemos como exemplos o matuto nordestino e o caipira mineiro ou paulista. Ambos têm em comum o viver no campo, a pouca instrução, o recato social e a desconfiança para com os moradores das cidades. No entanto suas personalidades, se analisadas de perto, evidenciam mais diferenças que igualdade. O matuto é mais extrovertido, canta emboladas, dança maracatu e se comunica pela poesia dos cordéis. O caipira é reservado, introvertido e só se faz ver pela música cantada em duplas. É... não é tarefa para principiantes governar toda essa terra e toda essa gente. Não bastassem os problemas naturais – a formação da terra e do povo brasileiros –, há o descontrole dos atos governamentais que criam entraves ao desenvolvimento. A agricultura produz alimentos e grãos, mas não tem como escoar sua produção. Faltam estradas, trens e portos, que são poucos. A indústria sofre com esse mesmo caos viário, com a concorrência dos importados subsidiados em seus países de origem, os tributos em cascata, as altas taxas de juros, a burocracia estafante, o desinteresse dos burocratas e a enxurrada regulatória que cria jabuticabas artificiais (coisas que só existem no Brasil): a tomada de três pinos, a cópia autenticada e o reconhecimento de firma. Nas bastasse tudo isso, vivemos o ressurgimento da inflação, que corroí os salários e o valor das mercadorias se não reajustadas; resultado, alta dos preços. Nesse cenário é difícil produzir, crescer e fazer o desenvolvimento. Todas essas excentricidades e a excessiva interferência governamental têm reflexo direto na economia e geram os “pibinhos” ridículos e ameaça de déficit na balança comercial, com reflexo na balança de pagamento. Temos, ainda, gargalos fiscais, tributários, creditícios, fundiários, comerciais, tecnológicos, trabalhistas, previdenciários, financeiros, ambientais e organizacionais, ente outros. O futuro presidente – o novo ou a que continuará, não importa quem – terá que enfrentar tudo isso e mais o inevitável reajuste dos preços dos derivados de petróleo, da energia elétrica, das matérias-primas e dos produtos de consumo importados, o que afetará o poder de compra dos trabalhadores e da classe média. Junte-se a isso a imobilidade dos governos de todos os níveis. Obras se iniciam e param. Em todo o país há centenas de esqueletos de hospitais cujas construções foram paralisadas. As obras de ferrovias, de portos, da transposição do Rio São Francisco, das refinarias de petróleo, anunciadas com estardalhaço, andam com passos de cágados ou foram abandonadas; muitas nem saíram do papel. O ressurgimento da indústria naval foi abortado, a indústria automobilística dá férias coletivas, lança mão de “bancos de horas”; no geral o setor já desempregou milhares de operários. No campo há as invasões, as frustrações de safra, a evasão de mão de obra, os altos custos dos fertilizantes e dos defensivos. Essa será a herança que receberá o novo governante dos brasileiros.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CONVITE DE POSSE DE NOVOS SÓCIOS DO IHG/RN, EM 05-11-2014 ÀS 20HS, NO AUDITÓRIO DA REFERIDA INSTITUIÇÃO




15ª EDIÇÃO DO ESPETÁCULO BALÉ, PELO NEC - PINGUINHO DE GENTE, NO TEATRO RIACHUELO, EM NOITE ILUMINADA NUM CASTELO DE SONHOS COM A TEMÁTICA FROZEN - UMA AVENTURA CONGELANTE.!

GABRIELA DOMINGUES ROCHA
ONTEM VISITEI UM CASTELO. UM LINDO CASTELO, ONDE SE PASSA UMA HISTÓRIA DE AMOR MESCLADA DE ALEGRIAS E APREENSÕES, MAS AO FINAL, TUDO DÁ CERTO. O AMOR VENCE!
AS LINDAS BAILARINAS

RAFAELA- MÃE DE GABRIELA, LÚCIA HELENA - "A KUMADE" - E HERBENE VARELA DOMINGUES - A AVÓ MATERNA.
JOÃO EDUARDO E A AVÓ HERBENE



LÚCIA HELENA, GABRIELA, HERBENE E JOÃO EDUARDO
GABRIELA LADEADA PELOS QUERIDOS PAIS: RAFAELA E LUCIANO ROCHA
LUCIANO ROCHA, LÚCIA HELENA, RAFAELA E GABI, MINHA "KUMADE"
MEU LINDO CISNE, QUE DIA 10-11 JÁ TEM COMPROMISSO COM UM RECITAL PELO PINGUINHO DE GENTE
APARECIDA ROCHA (PROPRIETÁRIA DO COLÉGIO), GABRIELA - AO LADO DA AVÓ PATERNA E LÚCIA HELENA
PARABÉNS À GRANDE COREÓGRAFA - MICHELINE


GABRIELA DOMINGUES ROCHA

 
GRUPO DE GABRIELA
Adicionar legend

sábado, 18 de outubro de 2014

OS TRABALHADORES RURAIS E A POSSE DA TERRA - TOMISLAV R. FEMINICK




Os trabalhadores rurais e a posse da terra TOMISLAV R. FEMENICK – CONTADOR, MESTRE EM ECONOMIA E HISTORIADOR. Um dos mais velhos problemas desta nossa pátria amada Brasil diz respeito ao direito fundiário, aquele relativo à posse e uso de terras. Antes de Cabral aportar por estas plagas, os nativos, ou melhor dizendo, as tribos indígenas, disputavam e defendiam um lugar com flechas e tacapes. Mas era uma posse temporária, até que eles resolvessem se mudar para outras regiões. Então aconteciam novas lutas. Com a efetiva colonização, cerca de trinta anos depois do descobrimento, a coroa portuguesa tomou toda a terra para si e a redistribuiu entre fidalgos e amigos do rei, através das edições das Capitanias Hereditárias (de curta duração) e das cartas de sesmarias, instituto que fazia a dação de terrenos aos novos povoadores. A questão era encontrar quem cultivasse essas terras, quem efetivamente trabalhasse. Escravizaram os índios e depois trouxeram africanos apresados e feitos escravos. Criou-se, então, uma dicotomia que premiou todo o período colonial, sobreviveu ao Império e à República, se agravando no início do século XX: quem trabalhava a terra não era dono dela, que era dono não trabalhava. Revoltas contra essa situação sempre houve. Os índios escapavam para as matas, os escravos fugiam e criavam quilombos e os colonos trazidos da Europa para trabalhar nos engenhos de cana, fazendas café e outras culturas, terminavam indo para as cidades, onde se tornavam artesões, operários e pequenos empreendedores. Em meados do século passado a questão fundiária assumiu novas proporções. A luta pela reforma agrária tomou nova forma em 1946, quanto, com orientação do antigo PCB, foram criadas as Ligas Camponesas. No entanto, elas foram postas na ilegalidade até que resurgiram em 1954 em Pernambuco, lideradas por Francisco Julião. Com o golpe militar de 1964, a organização foi novamente posta na clandestinidade e muitos de seus dirigentes foram presos e mortos. Porém o problema fundiário permaneceu e, em 1984, foi organizado o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, como resultado do 1º Encontro Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que contou com o decisivo apoio da Comissão Pastoral da Terra, da Igreja Católica. O problema do MST é que as questões políticas suplantam o motivo de sua origem. Prega a luta de classe, desvia recursos recebidos do governo através de cooperativas que são por ele contraladas, cobra taxas dos assentados e a eles impõe procedimentos e ações. Além desses comportamentos não diretamente ligados à reforma agrária, entre suas lideranças há sérias lutas pelo poder. Sob forte controle de João Pedro Stedile, o MST em 2003 afastou de sua direção uma das suas figuras de destaque, José Rainha Júnior, líder do movimento no Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo, e provocou o desligamento de Bruno Maranhão, que fundou uma dissidência: o Movimento pela Libertação dos Sem Terra - MLST. A posse da terra por quem nela trabalha deixou de ser o foco primeiro do MST e seus correlatos. As convocações para as ocupações rurais visam recrutar o maior número de pessoas, não importando quem sejam. Juntam no mesmo barco verdadeiros trabalhadores rurais, trabalhadores rurais desempregados e mais toda espécie de gente; gente que sempre morou na cidade, donos de pequenos negócios, políticos profissionais, sejam quem sejam. O importante é que forme um grande ajuntamento, pois a luta política tomou destaque no cenário da reforma agrária, sempre socialista, sempre anticapitalista. Qualquer reivindicação social faz com que suas lideranças mobilizem as bases e usem os “sem terra” como massa de manobra. Analisando o panorama, chega-se à inevitavelmente conclusão de que há desvirtuamento na luta pela reforma agrária no Brasil.