sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O POETA CUBANO, SEMPRE LEMBRADO, AGORA, EM SAGITÁRIO, POR HORÁCIO PAIVA E MARCUS.


POETA CUBANO - FÉLIX CONTRERAS
SAGITÁRIO

 primeiro lembrei o campo
 depois o cavalo 
 e a tarde

 a inquietude veio em seguida 
 com a cabeça
 tronco e braços nus 

 com o arco e com a flecha (HORÁCIO PAIVA) 

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Parabéns!!!!!!!! Félix é o MAIOR!!!! 
 Abraços Marcus 

 Mando acta del jurado (anónimo) que leyó mi libro Sagitario, ganador del derecho a ser publicado por la Unión de Escritores y Artistas de Cuba. 
 Título: Sagitario 
 Autor: Félix Contreras De excelente factura, madurez y elegancia, son los poemas que presenta Félix Contreras. Sagitario es un libro diferente de los primeros que escribió su autor. Se aprecia una notable transformación que no entraña necesariamente una mayor calidad. Tanto aquellos poemas como los que entrega ahora poseen una incuestionable ganancia para la poesía cubana, cada uno de esos conjuntos con sus méritos y virtudes. La elaboración de los textos es cuidada y revela una clara conciencia de lo que se pretende en el plano expresivo. Estilo llano, genuino, con preguntas y miradas que pertenecen a una manera muy suya de escribir. Reaparecen en estas páginas temas de gran raigambre popular, línea que viene cultivando Contreras desde siempre en su obra poética y en las diferentes facetas de su trabajo cultural. Con naturalidad entrega pasajes de su vida, de sus observaciones, fragmentos de ideas o pensamientos con los que convive, a veces con alegría, otras con profunda tristeza. La nacionalidad, la identidad cultural, el desarraigo, son preocupaciones que cimbran en sus versos. El tratamiento de “lo cubano” se aleja de lo tradicionalista para mostrarlo tanto en sus detalles nimios, como en elementos o personajes totalmente visibles en la cotidianidad. Se recomienda cambiar el título pues ya sea el signo zodiacal o la constelación, el conjunto de poemas que recoge lo supera ampliamente. Sugerimos, además, agrupar los textos en las dos o tres secciones, bien delimitadas, que aparecen en el libro.

DIVULGAÇÃO DE EDITAL DE VAGA PARA A CADEIRA nº 0I - ALANE/PB, QUE TINHA COMO OCUPANTE O IMORTAL JOACIL DE BRITO PEREIRA.


DR. RICARDO BEZERRA

Edital declarando vaga à cadeira N° 01 e abrindo processo eleitoral Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro Núcleo da Paraíba. Praça Dom Adauto, nº 13, Centro, CEP 58010-670 - João Pessoa - PB. 

 Edital N° 001/12 
 O PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DO NORDESTE - ALANE, Acadêmico Ricardo Bezerra, no uso de suas atribuições estatutárias,

 Considerando o disposto nos artigos 14 e segs, com seus parágrafos, do Regimento Interno, e Considerando o falecimento do Acadêmico Joacil de Brito Pereira, ocupante da Cadeira de N° 01, acontecido em 29 de agosto de 2012 p.p., cuja sessão de saudade foi realizada no dia 02 de outubro do ano em curso,

 RESOLVE:

 DA VACÂNCIA DA CADEIRA
 1. Declarar vaga a Cadeira de Nº 01, cujo Patrono é Juarez da Gama Batista. 
 DA SESSÃO ELEITORAL
 2. Determinar a realização de eleição para preenchimento da Cadeira de N° 01; 3. O pleito se realizará conforme dispõe o art. 14 do RI, após o prazo de quinze (15) dias do Parecer da Comissão de Mérito da Candidatura.

 DA INSCRIÇÃO
 4. O(s) Candidato(s) à vaga, deverá(ão) dirigir correspondência à Presidência, requerendo sua inscrição à cadeira vaga, juntando a ela Curriculum Vitae, com cópias de suas publicações ou exemplares:
 § 1º - O candidato a sócio efetivo deverá preencher os seguintes requisitos: ser residente e/ou domiciliado na Paraíba; ter produzido e publicado estudos nos domínios das Ciências, das Letras e das Artes. § 2º - As vagas verificadas entre os sócios deverão ser preenchidas mediante solicitação do candidato, juntando estes a prova dos títulos que justifiquem sua admissão, conforme o dispositivo do parágrafo anterior. 5. As inscrições dos candidatos à Cadeira de N° 01 se darão no período de 13/12/12 a 12/02/13, das 8 h às 11 horas e das 14 às 17 horas, na Sede da Academia. 
DA COMISSÃO ELEITORAL 
6. O Presidente da Academia designará, por Portaria, uma Comissão Eleitoral, composta de três Acadêmicos titulares e dois suplentes para coordenar e supervisionar o processo eleitoral. 

DO VOTO POR CARTA 
7. Os Acadêmicos impossibilitados de comparecer à eleição poderão votar pelo Correio, em envelope lacrado, protegido por sobre-envelope, nele contendo a identificação do Acadêmico votante. 7.1. A Comissão Eleitoral enviará aos Acadêmicos residentes fora da Sede da Academia aos que solicitarem, em razão da impossibilidade de comparecer ao local de votação, os envelopes, a chapa, devidamente rubricada e a folha de votação.

 DA DISPOSIÇÃO DOS NOMES NA CHAPA
 8. Os nomes dos candidatos à Cadeira serão dispostos na chapa de acordo com a ordem de inscrição.

DO ELEITO
 9. Será considerado eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos. 
9.1. Havendo empate será eleito o candidato mais idoso. Permanecendo o empate, será eleito o que tiver maior produção acadêmico-científico-literária. 

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 
10. Os casos omissos e eventuais dúvidas referentes a este Edital serão resolvidos e esclarecidos pela Diretoria da ALANE/PB.

 João Pessoa, Paraíba, aos 13 de dezembro de 2012. Ricardo Bezerra Presidente

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

E A POLÊMICA CONTINUA - POR CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES.

"ASAS SOBRE NATAL"
CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES


 Após a leitura do excelente livro "ASAS SOBRE NATAL", do escritor João Alves de Mello, narrando a passagem de pilotos por esta cidade e Parnamirim, em particular sobre Antoine de Saint Exupéry, infelizmente, nele não enxerguei a sua afirmativa sobre a estada em Natal. As fotografias apresentadas à página 168 do livro possuem nominata dos personagens, uma delas reproduzida na última página (450) apontando Exupéry como o de nº 2, parecendo-me, não necessariamente ter sido feita pelo autor da obra. Aliás, nessas anotações consta a mesma pessoa com nomes diferentes: "Emont" (rádio) e "Ezan" (rádio), que na última página corresponde ao de numeração 3. Tal fato, no entanto, não diminui a qualidade da obra, rica em detalhes. Estou dando os últimos retoques e um artigo sobre o assunto, trazendo novas opiniões e indicações retiradas de sites pela internet, que pretendo compartilhar com os leitores. O meu interesse em elucidar dúvidas decorre do fato de haver escrito um trabalho em homenagem ao meu sogro Rocco Rosso - "O velho imigrante", no qual dedico um capítulo sobre Exupéry em Natal, apontando depoimentos de pessoas respeitáveis e uma interpretação lógica - como um diretor da Air France na América do Sul deixaria de visitar uma de suas bases - a mais importante do mundo naquele tempo, que era Natal? Pedi a ajuda de várias pessoas: Dr. Ernani Rosado e D. Madalena; Vicente Serejo, Luiz Gonzaga Cortez, Fred Nicolau, Jean Paul Leforrestier, Geraldo Batista e estou analisando as respostas, juntamente com opiniões publicadas sobre o tema por Pery Lamartine e João Batista Machado, no vespertino O NOVO JORNAL. Para mim Saint-Ex esteve em Natal, mas ainda não considero “c´est fini”! Por enquanto - PARABÉNS à FJA pela publicação. Valeu, e muito!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MORRE OUTRA LIVRARIA (FINAL) - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES - ADVOGADO E ESCRITOR.


 O costume das Confrarias vem do tempo da “belle époque”, século passado, por volta de 1905 nas livrarias das cercanias da Avenida Central com a Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, conforme retrata o livro “O sorriso da sociedade”, de Anna Lee – editora Objetiva (RJ), 2006. Nesse livro estão relatadas reuniões sabáticas de fim de tarde, intrigas e até um crime que ocorreu em 20 de junho de 1915, mas só perdendo força quando da semana de arte moderna de 1922, quando alguns fundadores já haviam falecido. Há registros da frequência dos confrades Machado de Assis, Olavo Bilac, Paula Nery, Lima Barreto, João do Rio, Coelho Neto, Emílio de Menezes, João Ribeiro, Bastos Tigre, Antonio Noronha, Guimarães Passos, Manoel Bonfim, Medeiros e Albuquerque – entre eles, Annibal Theophilo, que foi assassinado por Gilberto Amado, fato que abalou as tertúlias dos letrados. Natal não foi diferente, tendo criado pelos idos de 1952 o “Clube dos Inocentes”, que se reunia em casa de cada um ou num ou noutro bar, liderado pelo Professor José Saturnino, contando com a adesão de Câmara Cascudo, Diógenes da Cunha Lima, Gorgônio Regalado, Ascendino Henriques, Arnaldo Arsênio, Djalma Santos, Renato Gouveia, João Medeiros Filho, Veríssimo de Melo, Reginaldo Rocha, Raimundo Feliciano, José Leiros, Eulício Lacerda, Severino Nunes, Mílton Cavalcanti, Reinaldo Ferreira, o americano Frank Walton e José Melquíades, que retratou a Confraria em livro editado em Porto Alegre(RS) em 1992, dando conta do sodalício – “... que povoou algumas noites natalenses [sextas-feiras à noite] de boemia sadia”. Eram os inocentes das maldades alheias, vivendo cada minuto da vida como se fosse o último, tendo por senha “Rei-Vassalo”. Nas reuniões, o Prof. Saturnino e Cascudinho levavam as suas comendas e distribuíam aos presentes, que as colocavam em seus pescoços e as devolviam no final da reunião, contanto que todos fossem condecorados, num reconhecimento de rigoroso critério de igualdade. Afirma Melquíades – “o sodalício já não existe mais, mas permanece ligado à história lúdica da cidade de Natal” – nas sessões o “latinorium” era abundante!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O NATAL DE SÃO FRANCISCO - POR HORÁCIO PAIVA.


O NATAL DE SÃO FRANCISCO 

 -São Francisco refletia sobre as chagas de Jesus e a esperar se quedava transido de frio e jejum.

 -Que procurais São Francisco nesta noite de Natal? A quem chamais, pobrezinho na noite fria de Assis? 

 -Já não tendes o presépio e vossa fé bem plantada? Vosso bordão, vosso hábito e as vossas orações? 

 -As sete chagas chamais de Nosso Senhor Jesus Cristo profundo e simples quereis repartir a sua sorte. 

 -Há uma estrela a guiar o caminho até as chagas há o sangue derramado sobre a neve sossegada. 

 (Horácio Paiva - Natal de 2012)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

TRISTE NATAL OU NATAL TRISTE - POR CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES.


TRISTE NATAL OU NATAL TRISTE
 Carlos Roberto de Miranda Gomes (*)


 Numa passagem matinal neste sábado, quase natalino, surpreendo-me de maneira inteiramente negativa, com a quantidade de lixo existente no centro da cidade. Em meus 73 anos de existência jamais vi coisa igual. Natal está uma vergonha, o lixo existe em lugares inimagináveis, como por exemplo, na sinalização divisora entre a faixa de ônibus e dos demais veículos defronte ao antigo Cinema Rex. As esquinas, de tanto lixo, obriga o transeunte a descer a calçada e circular pelo meio da faixa de rolamento, com todos os riscos. O que foi isso? Respondo, a irresponsabilidade inaceitável da Prefeita afastada Micarla de Souza. Essa senhora jamais deveria ter a coragem de pleitear qualquer outro mandato - foi o maior engodo ou desastre mesmo que veio a ocorrer em Natal. Como coadjuvantes, alguns Secretários incompetentes, sem coragem de assumir as suas responsabilidades, ficaram silentes, recebendo os seus subsídios e, agora que ela foi afastada, aparecem descaradamente reclamando que não tem verba, não se pode fazer nada. Contudo, eles viajavam muito para “trazer benefícios para a cidade”. Coisa nenhuma! foram passear. E o pior é que os Prefeitos de emergência não os exoneraram. Agora, faltando quatro dias úteis para o término do exercício financeiro, aparece uma novidade, desta feita da autoria do Ministério Público e do Poder Judiciário - afastar, também, o atual ocupante do cargo. Quem vai assumir? Natal sem luz Carrega a cruz Para o calvário. Natal com dor Sem ter amor Ao povo seu. Natal sem cor, Natal de horror, Mataram Deus!

(*) Advogado e escritor

MENSAGEM DE NATAL POR EDUARDO GOSSON!




MENSAGEM DO PRESIDENTE DA UBE/RN -

 CRÔNICA DO NATAL Por Eduardo Gosson 

 Em Natal tem um poeta - Joâo Andrade - que nasceu no mês de dezembro; por isso, quando as luzes se acendem para reverenciar o Menino Jesus, ele pensa que a cidade se enfeita para saudá-lo. Bom pensamento, meu poeta. Afinal, os poetas e Jesus merecem porque ambos conseguem ver na escuridão, senão vejamos:

 Poetas: “sou uma sombra/venho de outras eras/do cosmopolitismo das moneras” (Augusto dos Anjos).
  Jesus: “o meu reino não é deste mundo” 
 Poetas: “Mas, ainda há tempo, ainda há planos de voltar ao ponto da estrada” (Lívio Oliveira)
 Jesus: “larga tudo e siga-me” 
 Poetas: “morrer nesta vida não é difícil/difícil é a vida e o seu ofício” (Maiakoviski)
 Jesus: “ no mundo tereis aflições”.
 Poetas: “em vez do rosto viu a alegria no coração” (Gilberto Avelino)
 Jesus: “para entrar no meu Reino, é preciso nascer de novo” Poetas: “salto esculpido sobre o vão/de concreto e aço/ onde não permaneço -
 Passo” (Zila Mamede) Jesus: “ Eu sou a resplandecente estrela da manhã”. 
Meu caro leitor: que neste Natal coloquemos em definitivo a poesia e Jesus em nossas Vidas. É preciso tão pouco para ser feliz! 

 *Poeta, o resto é disfarce!