quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O PRESIDENTE DA UBE- ROBERTO LIMA DE SOUZA, COMUNICA REUNIÃO DA ENTIDADE, NO PRÓXIMO 11-09-2014.

ROBERTO LIMA DE SOUSA - PRESIDENTE

O Presidente da UBE-RN comunica que a reunião plenária ordinária da Entidade, realizar-se - á, dia 11 do corrente, às 16h, na Academia Norte Rio Grandense de Letras, à rua Mipibu 443, Petrópolis 

 Natal/RN, 08 de Setembro de 2014

 ROBERTO LIMA DE SOUZA
 Presidente

PATRONOS ESCOLARES CHEGA À MOSSORÓ/RN, NESTA QUINTA, 04 DE SETEMBRO.

GEORGE VERAS


sábado, 23 de agosto de 2014

A POLÍTICA, A ECONOMIA E OS SONHOS - AUTORIA DE TOMISLAV R. FEMINICK.




A política, a economia e os sonhos 
 Tomislav R. Femenick - Mestre em economia e historiador Remontam a Aristóteles, trezentos anos antes de Cristo, as primeiras observações teóricas que ligam a economia à política, estudos esses que foram retomados por Montchrétien, dois mil anos mais tarde, e continuados por Adam Smith, David Ricardo, Marx, Engels e muitos outros teóricos. As diferentes abordagens desses pensadores está nas suas interpretações sobre o papel do governo com relação à produção, à renda, ao consumo, à proteção aos produtos nacionais, ao ganho dos trabalhadores etc. Atualmente o termo “economia política” é mais comunmente usado para identificar os trabalhos que se apoiam em várias disciplinas – tais como a própria economia, o direito, a sociologia, a matemática e as ciências políticas –, objetivando evidenciar uma visão conjunta dos fatores e eventos que são agentes das atividades econômicas, bem como interpretar seus reflexos na produção e nas condições do bem estar da sociedade. No Brasil temos inúmeros exemplos de atos governamentais que afetaram a economia. Uns deram bons resultados, outros nem tanto e alguns foram desastrosos. Na lista dos bons, por exemplo, pode-se citar o pragmatismo de Getulio Vargas com o início de nossa indústria de base com a criação da Cia. Siderúrgica Nacional e da Petrobras; a implantação da indústria automobilística por Juscelino Kubitschek; a ampliação da infraestrutura de transporte e comunicação pelos governos militares; a reestruturação econômica (com o Plano Real) e o início da reforma fiscal, implantadas por Fernando Henrique Cardoso, e a ampliação da política social, realizada pelos governos Lula e Dilma. Na relação dos nem tanto bons, há as tentativas de revitalização da indústria naval efetuada pelos generais presidentes. No rol dos desastres, têm lugar garantido os Planos Sarney e Collor que, ao tentar segurar a inflação nada mais fizeram que incentivar seu crescimento acelerado. Ao analisar esses fatos se constata que os desacertos, acontecidos na história econômica nacional das últimas décadas, resultam do caráter messiânico dos governos que o realizaram. A reconquista da democracia e a trágica morte de Tancredo Neves deram a Sarney e a seu Ministro da Fazenda, Dílson Funaro, um caráter de salvadores da pátria. Deu no que deu. Fernando Collor de Melo, que se via e era visto como a mola do modernismo, terminou cassado, depois de confiscar a poupança do povo e de jogar o país em nova crise inflacionária. Na realidade, nós brasileiros somos mais emocionais que racionais e, além dos mais, sempre queremos que um salvador venha nos tirar das nossas dificuldades. No entanto, em economia não há milagres; a razão prevalece sobre as emoções. Agora um novo acontecimento funesto atinge a política nacional. A morte prematura de Eduardo Campos, candidato a presidente da República pelo PSB, fez com que Marina Silva, sua candidata à vice, assumisse novamente a posição de candidata ao cargo máximo do poder Executivo do país. A tragédia e a forte exposição na mídia a levaram ao segundo lugar nas pesquisas, ponto antes ocupado por Aécio Neves, candidato do PSDB. Nesse novo cenário político é importante que se analise o que poderá acontecer com a economia, caso Marina Silva seja eleita Presidente da República. “Sonhática” e messiânica, ela pode novamente levar o país pelos caminhos da instabilidade, da incerteza ou, talvez, pode nos levar de volta à trilha do desenvolvimento. O grande perigo são suas atitudes exacerbadas com relação à ecologia, muitas vezes saindo da posição de análise para simplesmente ser crítica, o que pode travar o crescimento econômico. Um alerta deve ser dado: na economia os sonhos somente têm vez se foram pragmáticos; do contrário se tornam pesadelos. E disso nós temos experiência de sobra. 

 Tribuna do Norte. Natal, 24 ago. 2014.

domingo, 6 de julho de 2014

BRASIL, MUNDO E AS CONTAS QUE O POVO PAGA - TOMISLAV R. FEMINICK.




Brasil, mundo e as contas que o povo paga TOMISLAV R. FEMENICK – Diretor da Femenick & Associados, Auditoria e Consultoria. As consideráveis mudanças econômicas e políticas acontecidas no Brasil, no final do século passado e no decorrer deste século, resultaram na intensificação das transações econômico-financeiras com o exterior. A interação do país com o mundo foi conseguida com a implantação de novas sistemática de importação/exportação, visando acelerar o processo de desenvolvimento tecnológico e industrial nacional, o aumento de parcerias comerciais e, ao mesmo tempo, beneficiar o consumidor interno. Alguns dos instrumentos usados foram a adoção de: redução de alíquotas de importação e exportação, programas de financiamento para exportações e seguro de crédito para as vendas externas. Para estimular os investimentos estrangeiros no país, houve de concessões especiais e isenção do imposto de importação e do IPI para máquinas e equipamentos. Acordos econômicos firmaram nossa participação no Mercosul, assegurando nossa fatia no comércio com o bloco e, consequentemente, a área de penetração dos produtos brasileiros na América do Sul, se bem que em níveis aquém do desejável. Porém não conseguimos acordos bilaterais com a União Europeia e outros blocos. Todavia, a nossa carência de recursos exigiu novas medidas para sustentar o fluxo de capital externo. Aumentou-se o prazo médio mínimo de amortizações de empréstimos externos, tanto para novas operações como para suas renovações e prorrogações. Outras regras reduziram as alíquotas de IOF para favorecer as operações de prazo mais longo. Por outro lado, o controle de fluxo de capitais externos foi ampliado com a exigência de registro de informações em contas próprias no Balanço de Pagamentos. No campo do câmbio flutuante, o Banco Central passou a vigiar a oscilação das cotações, intervindo no mercado quando as tendências saem do seu controle. Outros instrumentos, relativos aos ingressos de recursos financeiros, foram editados e impuseram limites às inversões cujas funções visavam essencialmente ganhos financeiros no curto prazo. Entretanto não se pode esquecer o problema da dívida externa governamental. Em março de 2002, no início do seu primeiro mandato, Lula herdou de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, uma dívida externa governamental de US$ 226,962 bilhões. No dia 24 do mês passado, o Banco Central informou que a estimativa para a dívida externa brasileira em maio de 2014 era de US$ 326,695 bilhões; um aumento de quase 44%. Alguns leitores, aqueles que cultivam a habito de se lembrar de fatos recentes, hão de perguntar: e no dia 22 de fevereiro de 2008 Lula, por meio do Ministério da Fazenda e do Banco Central, não disse que a divida externa estava paga? E mais, que a partir daquela data nós brasileiros éramos credores do resto do mundo? O que Lula anunciou foi a sua versão do fato. O que ocorreu, o fato real, foi que o governo pagou cerca de US$ 11,5 bilhões e antecipou um pagamento US$ 3,5 bilhões da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), totalizando US$ 15 bilhões. Na verdade o pagamento da dívida com o FMI foi um ato puramente demagógico; não econômico. Isso porque na visão das esquerdas esse organismo (do qual o Brasil é sócio fundador) sempre representou o bicho papão do capitalismo internacional. Mas, para pagar o FMI o governo aumentou a divida interna. Em 2002, também inicio do primeiro mandato de Lula, a dívida interna era de R$ 640 bilhões; em maio passado foi para R$ 2,030 trilhões; um aumento de 217%. Vença quem vencer as próximas eleições, esse é um triste legado para o próximo governo. Sem esquecer dos inevitáveis aumentos da conta de luz, da gasolina, do gás de cozinha etc., etc. e tal. 

 Tribuna do Norte. Natal, 05 jul. 2014.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

COMBATE ÀS TREVAS – 31 - E POR QUE NÃO? - AUTORIA DE EDUARDO GOSSON

DR. EDUARDO ANTÔNIO GOSSON


 Para que serve o Estado de Direito Democrático? Sem medo de ser considerado ultrapassado, afirmo: para transformar tudo em piza. Com o Mensalão nós esperávamos que o Brasil fosse passado a limpo. Todos nós sabemos que Sarney, Fernando Henrique, Color mantiveram no exercício do poder a compra de votos e nunca deu em nada. Foi então que o Partido dos Trabalhadores - PT embarcou nesta prática e se deu mal... o Brasil está mudando (apesar de ser em passo de tartaruga) e conseguiu botar uma parte da cúpula do partido na cadeia. Ledo engano! Só de mentirinha. Aos poucos, através das brechas na lei, os advogados contratados à peso de ouro vêm colecionando vitórias. José Dirceu, por exemplo, conquistou o direito de trabalhar durante o dia num escritório de advocacia, ganhando R$ 2.500,00. Quanta hipocrisia, meu Deus! Todos nós sabemos que esse salário está aquém do seu padrão de vida. E ainda tem idiotas partidários que embarcaram em várias campanhas para arrecadar fundos para pagar uma multa que foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Dirigentes com bastante dinheiro arrecadado no caixa dois da política fazendo-se de pobre. À propósito, para que serve essa Democracia? Perguntar não ofende. Vimos, por exemplo, durante a copa a SEGURANÇA PÚBLICA funcionar 100%. Com a presença das Forças Armadas nas ruas parecíamos que estávamos vivendo numa pequena cidade do interior há 20 anos: janelas abertas, cadeiras nas calçadas, o tráfico de drogas acuado. Por que não deixarmos de lado o véu da hipocrisia e prolongarmos a estadia dos militares nas ruas e, principalmente, nos 16.000 kM de fronteiras que permanecem desprotegidas. O papel das FORÇAS ARMADAS não deve ser só defender a Pátria do inimigo externo; isto porque o mesmo já está aqui dentro, acabando vidas, principalmente a da juventude! Por esse e outros motivos, somos favoráveis a uma PEC que venha redefinir os papéis das Forças de Segurança em nosso Brasil. Precisamos devolver o Brasil aos brasileiros!

 (*) Sociólogo. Ex-Presidente da UBE-RN por três mandatos.

sábado, 14 de junho de 2014

ATITUDES INADEQUADAS - CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES.



  Uma boa parcela dos nossos compatriotas não vem se conduzindo adequadamente durante a realização dos jogos da Copa do Mundo, edição 2014. As vaias contra a Presidente Dilma, até são toleráveis, mas os impropérios de baixo calão não se justificam, sobretudo na presença de pessoas de outras nações, que certamente deverão levar uma impressão pouco lisonjeira dos brasileiros. Os movimentos paralelos, de protestos contra a Copa, também merecem respeito, desde que realizados sem violência, depredações e vandalismo. A paralisação dos ônibus em Natal é oportunista e afrontosa e tem o meu repúdio. Conclamo a todos para recuperar essa imagem negativa que estamos apresentando, pois há tempo suficiente para isso. O Brasil é uma potência emergente entre as nações do chamado primeiro mundo e devemos tudo fazer para que isso seja permanente e possamos conviver com uma melhor qualidade existencial no caminho de dias pacíficos e abundantes. O Brasil espera que cada um cumpra a sua parte e a história julgará a todos.